.TEDxUnisinos

29/10/2011 · 17:43
A experiência coreana
Palestrantes brasileiros trouxeram a realidade da educação no país para o quarto bloco de palestras do TEDxUnisinos
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Texto: Danielle Titton
Imagens: André Ávila

Soleiman Dias vive há mais de 10 anos na Coreia do Sul e já recebeu, inclusive, o título de Cidadão Honorário de Seul, o que atesta sua dedicação à promoção do intercâmbio cultural e linguístico entre o Brasil e Coreia. Ele abriu os trabalhos do último bloco de palestras do TEDxUnisinos, que aconteceu no sábado (29/11).

Sua apresentação foi baseada na ideia de compartilhar a experiência que obteve no oriente. Ele mostrou o percurso do país até o momento atual – a educação lá é tida como uma das melhores do mundo.” No caso do Brasil, apontou a necessidade de planejamento e remuneração digna. “Enquanto o Brasil não tratar da área como prioridade, nenhuma mudança acontecerá e não teremos uma escola de alta qualidade.” Ele finalizouressaltando o sonho de voltar ao Brasil, ter a chance de tomar decisões e poder transformar a educação.

A segunda palestra foi ministrada por Daniel Fink, engenheiro, mestre em IT Business e doutor em Gestão da Ciência. Depois de concluir graduação em 2006, tomou uma decisão inusitada: fazer pós-graduação na Coreia. Hoje, trabalha como assessor de Ciência e Tecnologia na Embaixada do Brasil em Seul. No TEDxUnisinos, compartilhou sua experiência no país, parte dela como estudante da Kaist e outra como representante brasileiro na embaixada.

O convidado deu sequência ao tema e apontou a educação como prioridade para governo e sociedade. O objetivo é desenvolver capacidades e elevar o nível de inovação. Os alunos das faculdades coreanas realmente levam essa diretriz a sério: 75% dos graduados continuam na academia para realizarem mestrado e doutorado.

Para o palestrante, este é um desafio arrojado, porém possível. "Os dois países possuem características sinérgicas e complementares. A Coreia tem conhecimento no âmbito tecnológico. O Brasil, conhecimento da natureza. O que se precisa neste momento é que as pessoas conheçam as duas comunidades e percebam que podem trabalhar juntas, gerando conexões e inovação, além de laços diplomáticos baseados no conhecimento", finalizou.



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