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02/01/2014 · 09:47
Mercado internacional
Adquirir experiência e conhecer outras culturas são interesses de quem busca ingressar no mercado estrangeiro
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Texto: Cândida Portolan
Imagens: Divulgação


Este é o momento propício para quem deseja investir internacionalmente na carreira profissional. A imagem positiva do Brasil, propulsionada pelo protagonismo do país, considerado jovem, no cenário econômico mundial, desperta cada vez mais o interesse pelo nosso mercado e amplia a abertura para os profissionais brasileiros no exterior.

O momento também é reflexo da facilidade do acesso a informações, oportunidades e aperfeiçoamentos necessários para abraçá-las. A afirmativa é do professor Alexandre Pereira, que atua no curso de Gestão para Inovação e Liderança (GIL), da Unisinos. Segundo ele, a internet dinamiza a comunicação entre incorporações e profissionais, além de minimizar a burocracia, antes considerada um grande empecilho nas relações internacionais, “o cenário geral passou por uma formatação na virada do século. As oportunidades foram expandidas e o câmbio entre as instituições e os profissionais ficou mais fácil. Hoje existe demanda e trabalhadores devidamente preparados para preenchê-las”, explica.

Outro aspecto positivo é o interesse das incorporações internacionais em se aproximar de outros mercados. Neste sentido, ter profissionais multiculturais engajados nos seus projetos é uma grande vantagem. Tal postura também acaba por promover a concorrência pelas ofertas. A quem almeja uma delas, cabe observar a preparação para a viagem e qualificação para as vagas.

Não existe uma fase pré-determinada da vida que seja ideal para ingressar no mercado internacional. O que pode auxiliar a identificar a fase mais favorável para dar esse passo é refletir sobre seu preparo, observar os próprios potenciais e habilidades. Alexandre Pereira trabalhou na China entre 2004 e 2007. Da própria experiência, elenca itens que podem fazer a diferença:

1 – Ser proativo.
2 – Não temer novos desafios.
3 – Dominar o Inglês e ser curioso por outros idiomas.
4 – Possuir experiência no exterior, como intercâmbios e cursos de curta duração.
5 – Ter concluído a formação profissional (como Graduação).

A importância do último item tem refletido nos currículos das universidades. O GIL, por exemplo, possui dois intercâmbios curriculares, um de um mês e outro de seis meses, ambos para países de língua inglesa. Atualmente, egressos do curso atuam fora do Brasil, também motivados pelas experiências que tiveram enquanto estudantes. Não somente engajados em empresas contratantes, mas empreendendo com seus próprios negócios em terras distantes.
Marianne Swirski trabalha com prospecção de mercado e exportação na Art Brasilis, projeto idealizado por ela no ano passado, no Canadá. A primeira experiência dela no país foi como estudante, quando teve a oportunidade de participar de aulas sobre marketing internacional, história e panorama sócio político do Canadá, inglês para negócios e sustentabilidade. Hoje, no projeto, visa disseminar a cultura brasileira por meio de produtos que unem artesanato brasileiro e design, “o resultado final é uma obra com identidade cultural brasileira, sem ficar nos clichês do carnaval e futebol”, ressalta.

Guilherme Mantovani é o exemplo de quem soube observar suas potencialidades para crescer na empresa e alçar voos mais altos. “Durante os quase três anos que trabalhei no Brasil, já tinha contato diário com o mercado externo e já havia feito algumas viagens de negócio. Meu desejo de estar ainda mais próximo aos mercados que tinha contato fez que toda a equipe soubesse claramente o que eu esperava da empresa como oportunidade, e do que eu tinha que gerar como prova desta vontade de trabalhar no exterior”, lembra. Formado em 2007 e engajado na empresa desde a mesma época, já em 2010 abraçou iniciativas internacionais. Foi para a Tramontina France, onde permaneceu até 2012. Após, mudou-se para a Alemanha, onde participou de um projeto de reestruturação da operação do Grupo Tramontina para a Europa.

Marianne e Guilherme reforçam o que diz o professor Alexandre: “Algumas oportunidades aparecem naturalmente durante a trajetória profissional que é traçada. Outras surgem do próprio esforço, da visão empreendedora que consegue reconhecer iniciativas de sucesso”, e conclui, “é necessário que se tenha, sobretudo, espírito desbravador”.


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