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03/02/2014 · 15:13
Franquias: segurança e sucesso
Setor tem taxa de mortalidade mais baixa do que empresas novas no mercado
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Texto: Belisa Lazzarotto
Imagens: Divulgação

Como imaginar um passeio ao centro das grandes cidades sem ver lojas como Hering, O Boticário ou McDonald’s? Segundo dados da Associação Brasileira de Franchaising (ABF), cerca de 2400 redes de franquias estavam instaladas no Brasil em 2012. No mesmo ano, o setor faturou R$ 103 bilhões e gerou um milhão de empregos diretos. Os dados apontam para a grandeza do modelo de negócios, que promete crescer ainda mais futuramente.

“Há dez anos o mercado vem crescendo constantemente, tanto em faturamento, como em quantidade de redes e de unidades franqueadas. Nos últimos cinco anos, o faturamento duplicou”, analisa Julio Segala, professor que ministrou o curso de extensão Conhecendo Franchising, na Unisinos. Ele explica que o setor se divide de acordo com o segmento da franquia, como alimentação, vestuário e beleza, por exemplo.  Outra forma de classificação é pelo investimento inicial do franqueado, valor que parte de R$ 5 mil e pode chegar a alguns milhões de reais. “Cada tipo tem resultados e comportamentos diferentes”, observa Segala. Segundo o professor, nos últimos três anos houve a entrada de várias redes de franquias internacionais no país. Além disso, ocorreu a compra de redes nacionais por empresas estrangeiras. Ele ainda salienta que novas empresas brasileiras surgiram, principalmente na área de microfranquias, cujo investimento inicial é inferior a R$ 80 mil.



“O sistema de franchising proporciona segurança, o que dificilmente é encontrada em outras formas de negócio por tratar-se de uma experiência bem-sucedida do franqueador”, analisa Ana Lucia Roth, professora do curso de Administração da Unisinos. Ela afirma que o empresário se beneficia da estrutura administrativa, mercadológica, financeira, contábil e jurídica previamente elaborada e testada pelo franqueador.

A falta de liberdade, no entanto, ocasiona em uma baixa capacidade de decisão, o que pode ser uma desvantagem desse modelo de negócio. Ana Lucia aponta outro risco que o franqueado pode enfrentar: a dependência da marca perante o mercado. “Caso a franquia vá à falência ou seja comprada, o parceiro terá que enfrentar junto esses problemas”, esclarece. Para Segala, também há outro fator que pode levar uma empresa ao insucesso. “Se o franqueado não se dedicar ao negócio e não se identificar com o produto e a cultura da rede, a probabilidade de fracasso no empreendimento é muito grande”, diz.

Muita calma nessa hora

Antes de investir em uma franquia, o empresário deve analisar se possui determinadas características para que não acabe decepcionado com o tipo de empreendimento. O principal requisito é ser uma pessoa que consegue seguir regras, uma vez que o modelo de negócio é padronizado. “Quem é muito criativo, não se adapta ao sistema de franquias”, garante Ana Lucia.

Recomenda-se também elaborar um plano de negócio, que é um levantamento dos objetivos a serem alcançados e dos riscos que a empresa pode sofrer. Desta forma, por meio de uma simulação, é possível identificar e restringir, ainda no papel, erros, evitando de cometê-los no mercado. “É importe ir além das informações fornecidas pelo franqueador”, recomenda a professora.

O futuro parceiro também precisa avaliar se a franquia possui uma estrutura adequada para transmitir os conhecimentos e técnicas necessários para uma boa implantação, operação e gestão. Para Ana Lucia, quanto mais padronizada e rigorosa for a empresa, mais seguro é investir nela.

Não existe uma fórmula para projetar quanto um franqueado pode lucrar. “Em geral, quanto maior o investimento inicial, maior o lucro para o franqueado, mas também maior o risco”, explica Segala. Para Ana Lucia, são muitos os fatores que influem nessa equação. “Cada negócio tem a suas particularidades, não há como estimar uma faixa padrão de lucro”, justifica. A professora avisa ainda que não se deve acreditar em receitas milagrosas, como, por exemplo, investir pouco e ganhar muito.


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