1. A comunidade universitária da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos – congrega-se nesta sessão solene do seu Egrégio Conselho Universitário para inaugurar a gestão 2010-2013. Os quatro anos que se encerram na noite de hoje testaram a inteligência, a vontade e o afeto de mulheres e homens que, de maneira desprendida, tudo fizeram pela causa da construção do futuro da Unisinos. Bem-vindos a esse futuro.
Nas pessoas dos Padres João Geraldo Kolling, Guido Kuhn e Egydio Schneider, respectivamente Presidente, Vice-Presidente e Diretor Administrativo da Associação Antônio Vieira (ASAV), agradeço o apoio que nossa Mantenedora deu-nos em horas difíceis do quadriênio passado. Digo-lhes como irmão: muito obrigado. Nas pessoas da Profa. Dra. Ione Bentz e do Prof. MS. Célio Wolfarth agradeço às colegas e aos colegas que ousaram acreditar na nossa Unisinos. Digo-lhes com afeição: muito obrigado.
Enuncio à comunidade universitária a máxima, já citada há quatro anos, tão cara à mística apostólica da Companhia de Jesus, conhecida como “primeira regra dos que agem”:
Crê em Deus como se todas as coisas
dependessem de ti e não Dele.
E age em todas elas como se nada
devesse ser feito por ti, mas só por Deus.
Raízes teológicas da experiência cristã constituem o subsolo cultural do nosso tempo, já nomeado por uns pós-cristão e pós-metafísico. A Teologia do Verbo encarnado na história é a raiz teológico-cristã da Unisinos em sua identidade de Universidade jesuíta. Ela articula a fé no Deus de Nosso Senhor Jesus Cristo, que se manifesta quando homens e mulheres se humanizam, expressando assim as dimensões divina e humana de sua existência, com a liberdade humana que mobiliza todas suas energias na construção da cidade secular mediante, se necessários, o desapego, a renúncia, a morte a si mesmo e às próprias iniciativas.
Convido nossa comunidade, nas pessoas dos colegas Pe. José Ivo Follmann, Pe. Pedro Gilberto Gomes, Prof. João Zani, Prof. Carlos Alberto Cruz, Prof. Alsones Balestrin, Prof. Gustavo Borba, Prof. Francisco Zanini, Prof. Marcos Baum, Prof. Vanderlei Langoni de Souza e Prof. Rogério Delanhesi, a se desprender de si, a se abandonar, não por omissão ou negligência, a se entregar a uma causa maior da cultura contemporânea que ultrapassa os limites da temporalidade inerente ao próprio projeto da Unisinos. Convido-a a se somar à ação de reinventar, no século XXI, a ideia de Universidade.
2. Enunciamos em diferentes momentos a identidade institucional, fiéis aos nossos valores humanistas e criativos na busca de respostas aos desafios que a globalização e a tecnociência nos põem: Nós somos Unisinos, uma Universidade jesuíta parceira da construção do consenso republicano. Tomamos consciência cada vez mais claramente que a pessoa humana e a sociedade em sua prioridade ontológica frente ao Estado são os destinatários primeiros de nossa Missão: “Promoção da formação integral da pessoa humana e de sua capacitação para o exercício profissional, incentivando o aprendizado contínuo e a atuação solidária para o desenvolvimento da sociedade”.
Afirmamo-nos como Universidade, simultaneamente comunitária e confessional, em virtude dessa identidade. Expressamos esse traço identitário mediante vínculos de pertencimento ao Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas (Comung), à Associação Nacional da Educação Católica (Anec), à Associação Brasileira das Universidades Comunitárias (Abruc) e à Associação das Universidades Confiadas à Companhia de Jesus na América Latina (AUSJAL). Apresento à sociedade gaúcha, na noite de hoje, o pleito das suas Universidades comunitárias: isonomia entre Universidades públicas estatais e Universidades comunitárias, não só de obrigações e deveres, mas também de oportunidades.
Afirmamos nosso acatamento aos fundamentos e aos objetivos do Estado republicano constituído em Estado Democrático de Direito. Nossa atividade educacional respalda-se como direito de todos na Constituição Federal de 1988. Temos consciência que a educação como dever cabe ao Estado e à família, com a colaboração da sociedade (arts. 205 e 209). Estado, família e sociedade são partes interessadas no cumprimento de nossa missão.
Nosso cumprimento das normas gerais da educação nacional, nossa dependência de autorização e de avaliação de qualidade pelo poder público atendem pré-requisitos constitucionais para a liberação da atividade de ensino à livre iniciativa (art. 209). O preceito constitucional da autonomia universitária (art. 207) é plenamente respeitado pelos que zelam pela identidade confessional jesuíta da Unisinos. O excedente financeiro resultante de nossa obra, em sua integralidade, é aplicado em nossa atividade-fim (art. 213).
Constato que, ao refletir sobre expectativas e necessidades da família, a Universidade em geral e nós mesmos da Unisinos, temos mostrado pouca sensibilidade perante o fundamental papel humanizador e formador dos primeiros vínculos de sociabilidade desempenhado pela família. O que precisamos fazer para sensibilizar-nos pelo papel da família na sociedade contemporânea e pela sua contribuição ao processo formativo que a Universidade oferece aos seus filhos?
Finalmente, a colaboração com a sociedade, ao fazer aflorar o embricamento dos caracteres puro e aplicado da ciência, é tema obrigatório da pauta da Universidade contemporânea. Essa colaboração pede a superação da tendência um tanto abstrata de tratar os problemas da humanidade contemporânea. Desvela a necessidade de se abordar com objetividade temas concretos que pulsam no subsolo da sociedade do conhecimento muitas vezes distorcidos ou recalcados.
A sociedade do conhecimento praticamente universalizou o mercado como sistema de figurações das necessidades materiais, culturais e, por que não?, espirituais da humanidade. A sociedade brasileira vem dando sinais à Universidade que espera sua aproximação com o mercado. A parceria Universidade & mercado está se apresentando como campo de uma representação sócio-linguística conhecido como processo de inovação. Esse se caracteriza por ser aberto, colaborativo e em rede. Informação e conhecimento são seus principais ativos na agregação de valor aos seus produtos e serviços. Três desafios apresentam-se à Universidade contemporânea perante esta expectativa de expressiva parcela da sociedade brasileira. O primeiro é o de desenhar o ponto de intersecção da colaboração entre Estado & Empresa & Universidade. O segundo é o de implementar a proatividade da Universidade nesse contexto aberto, colaborativo e em rede. O terceiro consiste, sucessivamente, na transformação da Universidade de ensino em Universidade de ensino e pesquisa, na agregação de empreendedorismo ao ensino e à pesquisa e na constituição de grupos de pesquisa como elo entre Universidade e Empresa. O Parque Tecnológico de São Leopoldo – Tecnosinos – é um caso bem sucedido de parceria entre Poder Público Municipal de São Leopoldo, Empresas e Unisinos. Visa implantar na região, mediante sinergia entre a base de inovação tecnológica inerente à convergência digital e o empreendedorismo, um ciclo de agregação de alto valor econômico e ambiental que gere novas oportunidades de emprego e renda para a juventude.
3 Dirijo-me aos pesquisadores, professores, funcionários e alunos da nossa comunidade universitária, dessa vez na consciência dos acertos e dos erros cometidos nestes quatro anos à frente da Equipe da Alta Administração da Unisinos. Como Reitor, cabe-me testemunhar a generosidade e a competência demonstradas pelos integrantes da Reitoria, pelos responsáveis pelos vários órgãos de apoio à Reitoria, pelos Diretores das Unidades Acadêmicas e de Apoio e suas equipes, nos momentos de tomada de decisão em que se construiu passo a passo o saneamento econômico-financeiro da instituição e sua consolidação como Universidade de pesquisa. Cabe-me, igualmente, assumir a responsabilidade pelos erros eventualmente cometidos.
Pergunto aos colegas: qual a contribuição a ser dada pela Unisinos ao debate que é inerente ao processo de reinvenção da ideia de Universidade? Antecipo minha posição: nossa palavra de ordem para o quadriênio 2010-2013 é: “Unisinos-protagonista”, na simplicidade de seu alinhamento a outros protagonistas na grande tarefa de levar o país aos patamares de democracia social, econômica e ambientalmente avançada e na recusa firme a ser mera figurante. Nesse sentido, participamos como pares do Conselho dos Reitores das Universidades Brasileiras (CRUB), dos grupos Universia-Brasil, Tordesilhas e Coimbra, que nos inserem nos fóruns frequentados pelas melhores universidades brasileiras e ibero-americanas. Igualmente, é de suma importância nossa participação nos comitês e fóruns do CNPq, da CAPES, da FAPERGS, bem como das várias instâncias de formulação e de implementação das boas políticas educacionais por parte do Poder Público.
Se a palavra de ordem é “Unisinos-protagonista”, como protagonizar mudanças que virão ou que já estão em curso? Nos próximos três anos, a continuarem as diretrizes de Estado, provavelmente estaremos enfrentando uma reforma universitária de fundo. Já se vislumbram alguns sinais a respeito. Os princípios da flexibilidade e da complementaridade, animados pela cooperação e pela mobilidade, certamente estarão entre aqueles que ajudarão a nortear o processo. Se quisermos nos afirmar como Universidade de vanguarda cabe pensar a Globalização, a Tecnociência, a Inovação Tecnológica e a Sustentabilidade da atividade humana no Planeta Terra – matrizes do desenvolvimento do mundo atual - e seus impactos, não agora, no que já estamos vivendo, mas ao longo da década. Antecipar-nos ao mercado, dando um salto no tempo, com a luz do conhecimento, da sabedoria e da competência de que dispomos para nos adiantarmos às necessidades que nos serão apresentadas, então, no calor da hora.
Os problemas que a sociedade do conhecimento apresenta à Universidade em geral requerem soluções diferenciadas. Dificilmente serão resolvidos por um só pesquisador de uma só área. As noções de sistema, de flexibilidade, de complementaridade e pluralidade ajudam-nos a melhor nos prepararmos para enfrentar tais problemas e, quem sabe, superá-los. O rápido avanço tecnológico que se sucede em muitas áreas do conhecimento humano está pedindo maior flexibilização dos currículos, a operação por Grupos de Pesquisa, o favorecimento de interfaces sistêmicas entre projetos complexos da Tecnociência, a Internacionalização pela cooperação em todos os níveis e áreas, a captação de recursos com projetos de empresas para acompanhar essas tendências.
Pergunto à comunidade se, perante este quadro de verdadeira mudança de época, não terá chegado o tempo oportuno, o kairós diriam os gregos, de avançarmos no conceito de transdisciplinaridade. Agora não apenas como conceito mais geral, mas construindo premissas e critérios de como ele poderá tornar-se operativo na Unisinos. Sua pluralidade, ao conjugar vários saberes para a solução de problemas já postos e para a antevisão de futuros, poderá nos ajudar a responder criativamente às necessidades da sociedade. A transdisciplinaridade poderá nos ajudar, como Universidade jesuíta, por exemplo, a reler o tema da dignidade da pessoa humana - um dos fundamentos da Constituição de 1988 - com os olhares diferenciados e sinérgicos dos colegas das áreas das ciências humanas e sociais, das áreas de finanças, mercado e gestão, das áreas das engenharias e informática, das áreas da comunicação, da área da ciência jurídica, das áreas da saúde coletiva e biologia, oportunizando a inserção das Humanidades no debate sobre a irrenunciável dimensão ética a ser defendida se estivermos convencidos que o futuro da sociedade humana não é o da anunciada pós-humanidade.
Proponho, pois, à consideração de nossa comunidade científica, para o quadriênio 2010-2013, a dignidade da pessoa humana como um dos temas transdisciplinares vertebradores de nossas atividades acadêmicas. Essa proposta é uma forma de contribuirmos como comunidade científica, à medida que vencermos nossos muros epistemológicos, no estabelecimento do consenso republicano como caminho de superação de nosso passado escravocrata. O consenso republicano, de cuja construção queremos ser parceiros, passa pela direta proporcionalidade entre liberdade e igualdade. O incremento de uma repercute no crescimento da outra. O enfraquecimento de uma atinge e ameaça a outra. Assim nossa Universidade poderá ajudar a antever o impacto das Biotecnologias na estrutura da subjetividade humana e o da Convergência Digital na estrutura da intersubjetividade, ou seja, nos laços que desenham a sociabilidade humana, propondo à sociedade contemporênea a dicção das razões do nosso ser-livre e do nosso ser-com-os-outros. Lembro o compromisso de implementarmos a ideia das Escolas como espaço criativo e de fomento à discussão nas construções de nossos produtos tecnológicos com a necessária espessura humanística.
Fomos credenciados pelo MEC a oferecer cursos de Graduação em modalidade virtual em pólos localizados no nosso próprio campus, no Colégio Auxiliadora em Canoas, no Colégio Catarinense em Florianópolis e no Colégio Medianeira em Curitiba. Cabe lembrar que nos dois últimos anos já vínhamos oferecendo disciplinas na modalidade virtual (a distância) em muitos cursos de Graduação em São Leopoldo, bem como em algumas Especializações e MBAs de nossa Unidade de Educação Continuada. Nosso compromisso nas atividades em EaD é o de honrar um nome construído ao longo de quarenta anos de atividades na modalidade presencial.
Estamos retomando a institucionalização de um conceito de Extensão Universitária em diálogo com as três Unidades Acadêmicas, com o Instituto Humanitas Unisinos e com a Diretoria de Ação Social, pautando-nos pelos critérios e indicadores de avaliação da Responsabilidade Social Universitária elaborados pela AUSJAL. O desenvolvimento humano sustentável na nossa região passa pela articulação de três dimensões de nossa ação extensionista: a socioambiental, a tecnossocial e a étnico-racial.
Agradeço aos Professores João Zani, Gustavo Borba e Alsones Balestrin o empenho em desenvolver atitude de colaboração e complementariedade entre as Unidades Acadêmicas, em zelar pela reputação científica de nossa Universidade e pela disposição em liderar a expansão da Unisinos nos próximos anos.
Registro o incremento de nossa parceria com a TV Unisinos e a Rádio Unisinos, da Fundação Pe. Urbano Thiesen, agradecendo os esforços do Professor José Moacir Pereira em promover tanto a dimensão pedagógica quanto a dimensão da sustentabilidade da FUNPeT. Igualmente, lembro a evolução da Fundação para o Desenvolvimento do Ensino e da Pesquisa (Fundepe), que passou a operar, além do financiamento estudantil, na gestão de projetos corporativos.
4. Nosso protagonismo deve se estender à gestão universitária, o outro nome da sustentabilidade. As dificuldades pelas quais recentemente passamos ainda exigem muito cuidado com a administração de nossos recursos. A avaliação da distância que separa a Universidade que desejamos e a Universidade que podemos - outra maneira de se apresentar a dialética entre desejo e realidade - foi importante aprendizado da equipe da Alta Administração.
Recordo conversa com o Professor Célio, em meados do mês de setembro de 2005, quando me dizia: temos que implantar uma economia de guerra para enfrentar os desafios que se apresentarão à Unisinos nos próximos anos. Para mim, lembrar o corte de pessoal docente e funcional, a suspensão das atividades da Orquestra Unisinos e de projetos sociais, o ajuste das atividades de pesquisa nos Programas de Pós-Graduação reforça a convicção da seriedade, da competência e da isenção de caráter que a gestão de uma Universidade comunitária e confessional pede.
Amadurecemos muito em termos de gestão. Os projetos, as competências, o orçamento, o sistema integrado de informação e os processos são os pilares do nosso modelo de gestão. Ainda estamos fazendo o aprendizado da gestão de projetos, precisando desenvolver mais a cultura projetual e, por que não?, metaprojetual para alcançarmos a competência exigida pela gestão da complexidade. Já implantamos a avaliação por competências nos eixos técnico-administrativo e de gestão. Vamos dar continuidade ao necessário processo de construção coletiva das competências com as quais a instituição implementará a avaliação de seu corpo docente. Registro momento de extraordinário civismo por parte do Sindicato dos Professores (Sinpro-RS) e da Associação dos Docentes da Unisinos (Adunisinos) quando discutiram com a Alta Administração, com firmeza e fidalguia, os termos da reformulação do Plano de Carreira do nosso corpo docente. Agradeço ao colega Professor Vanderlei Langoni de Souza pela implantação da gestão por competência e por seu equilíbrio na liderança da equipe da Unisinos durante o período das negociações com o Sinpro-RS e a Adunisinos.
Registro a consolidação do conceito de Marketing Universitário e sua aplicação pela respectiva Unidade de Apoio sob a liderança do colega Prof. Rogério Delanhesi, a quem vão meus agradecimentos pessoais. Graças aos seus esforços, hoje, a Unisinos dispõe de reconhecida competência nesta nova área do saber humano.
Consolidamos a gestão consistente do nosso orçamento e do nosso caixa. Ao longo do quadriênio abrimos progressivamente nossa situação econômico-financeira à comunidade nos encontros de abertura de semestres com professores e funcionários. Consensamos algumas atitudes fundamentais na gestão do orçamento: tolerância zero para com déficit orçamentário; acompanhamento rigoroso do fluxo de caixa por comitê liderado pelo Reitor; prioridade absoluta para o pagamento dos salários dos docentes, funcionários e fornecedores, e, feito isso, para honrar nossos compromissos com agências de financiamento; geração de poupança como premissa dos investimentos que continuamente se fazem necessários para o aperfeiçoamento de nossa atividade-fim. Agradeço ao colega Prof. Marcos Baum o desprendimento pessoal e a reconhecida competência com que zelou por tão importante fundamento de nosso projeto de Universidade.
Tomamos a decisão política de participarmos da rede de gestão integrada liderada por nossa Mantenedora a ASAV. Este passo, mesmo tendo implicado notável mobilização de pessoal das várias áreas de gestão, reforça nossa pertença à rede jesuíta de assistência social e de educação. Neste sentido, registro os avanços realizados na gestão da Filantropia e dos Projetos Sociais. Nossa adesão ao PROUNI, além de tornar efetiva a inclusão de alunos carentes, levou-nos a profissionalizar nossos serviços com as características de dimensão pública e impessoal que regem o ordenamento republicano do País.
Vários comitês estão melhorando e, mesmo, inovando os desenhos de nossos processos. Dentre tantos, menciono o Comitê de matrículas e o Comitê de serviços, que testam nossa disponibilidade para avançar na gestão compartilhada transversalmente e menos hierarquizada. Com a implementação do Instituto Tecnológico, da nossa Unidade de Inovação e Tecnologia (UNITEC), impõe-se velocidade nos desenhos dos processos de P&D.
Os avanços alcançados na nossa gestão universitária não podem nos fazer esquecer oportunidades de melhoria que a Pesquisa de Clima Organizacional de 2009 nos aponta. Dentre outras, compartilho com os colegas as seguintes: agilizar a tomada de decisão; favorecer a melhoria da realização do trabalho mediante maior interação entre as áreas; melhorar a coerência entre o que é dito e o que é praticado.
Em decorrência do quadro geral de nossas atividades-fim e de nossas atividades-meio desenhado até agora, a Alta Administração revisitou os macroobjetivos e as estratégias expressos no nosso PDI 2006-2011 com o objetivo de promover ajustes e atualizações necessárias para os próximos anos. Foram definidas algumas estratégias robustas e alguns indicadores, dentre os quais se destaca o IGC. Considerando a abrangência de aplicação dos programas e projetos e a relevância de seus objetivos para qualificar nossa atividade-fim, a gestão e os resultados da Universidade foram estabelecidos seis projetos com alcance institucional, seis projetos com estrito alcance acadêmico, dois projetos setoriais. A implementação desses quatorze projetos pede respaldo da Avaliação Institucional e do Orçamento.
5. Aos meus co-irmãos jesuítas companheiros de Missão proponho a escuta desta bela passagem do Evangelho segundo São Lucas, 4, 43: “É necessário que eu anuncie a boa nova do Reino de Deus também às outras cidades, pois essa é a minha missão”. Anunciar a boa nova às outras cidades é peregrinar por novas fronteiras ainda não totalmente demarcadas pela cultura contemporânea. O Instituto Humanitas Unisinos, liderado com generosa lucidez pelo Pe. Inácio Neutzling, vem traçando as novas rotas que nos levam às outras cidades. Leva no seu alforje de peregrino, juntamente com a palavra de Deus, os textos do Concílio Ecumênico Vaticano II, as grandes encíclicas e exortações apostólicas dos Papas, os textos das Conferências Episcopais Latino-Americanas. Como Universidade Jesuíta oferecemos à Igreja Católica Romana o serviço desinteressado levado a cabo pelo mesmo Instituto Humanitas Unisinos de uma leitura do Vaticano II que ajude a discernir na fé da Igreja as linhas de continuidade e de descontinuidade desencadeadas por este grande evento eclesial.
Ao concluir, quero agradecer aos Padres José Ivo Follmann e Pedro Gilberto Gomes a parceria fraterna no trabalho desta vinha do Senhor que é a Unisinos, convidando a todos os colegas da comunidade universitária que assim o quiserem a buscar e a encontrar Deus em todas as coisas e todas as coisas em Deus, nessa travessia que hoje iniciamos.