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05/02/2010 · 17:21
Comitiva presidencial no Feitoria
Presidente Lula falou a uma multidão no bairro e inaugurou estação de tratamento de esgoto
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Texto: Danielle Titton


Aos poucos, filas imensas se formaram no pátio do número 6008, da Avenida Feitoria, do Bairro Feitoria, em São Leopoldo. Todos queriam ver o estadista global, título recebido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o Fórum Econômico Internacional, em Davos, na Suíça. Ele esteve na cidade para inauguração da Estação de Tratamento de Esgoto Feitoria e ainda entregar as chaves de 600 novas casas populares construídas com recursos do Governo Federal.

Na ocasião, também estiveram presentes, além do presidente, a chefe da casa civil, Dilma Rousseff, os ministros das cidades, Mario Fortes, da justiça, Tarso Genro e das comunicações, Franklin Martins. Além deles, Olívio Dutra, o senador Paulo Paim, o vice-presidente da Caixa RS, Jorge Hereda, os deputados federais Emilia Fernandes, Fernando Marroni, Henrique Fontana, Manuela D’Ávila, Marco Maia, Maria do Rosário e Pompeu de Matos, e os estaduais Adão Villaverde, Dionísio Marcon e Ronaldo Zulke, compareceram. Na esfera municipal, esteve o prefeito Ary Vanazzi, o presidente da Câmara dos deputados, Henrique Prieto, além de demais vereadores da bancada e prefeito de diversos municípios gaúchos.

Emocionado e aclamado pelos presentes, o prefeito Vanazzi destacou o trabalho desenvolvido por usa equipe de governo na cidade desde 2005. Ele contou nunca ter sobrevoado São Leopoldo e pôde observar as mudanças que ocorreram depois da execução dos projetos do governo, resgatando a autoestima e a cidadania da população. “Os representantes das 22 prefeituras aqui presentes formam um consórcio público que contempla a Bacia do Rio do Sinos. O governo atual nos proporcionou um debate sobre saneamento básico, algo que não existia, já que vivíamos em um país onde não se tinha acesso às políticas públicas. Lula é nosso parceiro. Somos o único município brasileiro com 98% de coleta de esgoto e 50% de tratamento.”

Depois do pronunciamento, foram entregues as chaves para os moradores contemplados com as novas moradias, construídas através do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), Programa de Arrendamento Residencial (PAR), Programa de Subsídio à Habitação de Interesse Social (PSH), além da linha de crédito Minha Casa Minha Vida.

Dilma, provável candidata à presidência pelo Partido dos Trabalhadores (PT), destacou que é especial chegar ao Rio Grande do Sul, um estado que está a frente em termos de desenvolvimento econômico e com uma histórica conduta política, lutando de cabeça erguida por uma sociedade melhor. “Vim aqui também para prestar contas. Podemos destacar obras como a ligação de São Leopoldo e Novo Hamburgo. Também gostaria de fazer um alerta sobre os alagamentos, que devastaram algumas regiões aqui do estado. Há 25 anos, antes de Lula, nunca haviam sido adotados programas de habitação. Com pouco dinheiro, as pessoas acabavam se instalando perto de rios, lagos. Estamos fazendo um milhão de moradias. Não é tudo, ainda faltam 6,5 milhão. Mas estamos abrindo caminho. O PAC não vai parar. Teremos, sim, o PAC 2 e ele terá foco nas crianças: construiremos 1.700 novas creches.”

O presidente destacou a importância do tratamento das águas e lembrou a questão da vila Dick, em Porto Alegre, que está com terreno comprado e recursos liberados desde 2007, mas não sai do papel em função de burocracias e problemas com empreiteiras. “Já dizia o ditado que o que engorda o porco é o olho do dono. E eu estou sempre viajando para acompanhar de perto as obras, os projetos, que são essenciais para o povo se orgulhar. No Brasil, para fazer as coisas tem só uma pessoa. Para não fazer, tem 1.000. Para estragar, 10.000.” Ele encerrou falando dos números do ProUni, que chegam a 43 mil jovens impactados de 2005 a 2009. “Eu sou o único presidente do Brasil que não fez curso superior, mas que construir mais universidades e escolas técnicas no país. Além disso, vem aí a Universidade Brasil-África, que terá sede no Ceará e paga parte da dívida histórica do país com os negros.”

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