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05/09/2011 · 17:53
Missão Antártica
Em outubro, a equipe da Unisinos parte rumo ao continente gelado
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Texto: Greyce Vargas

A Antártica é, para muitas pessoas, um lugar insólito e gelado. Porém, para os 30 alunos e professores que formam a equipe da Unisinos que faz parte da Missão Antártica, essa é a viagem dos sonhos. Pioneira na participação nessa atividade, a universidade segue para mais uma atividade no continente gelado.

Desde 2006, a professora Virgínia Petry está à frente da missão. Ela conta que a Unisinos vai se ocupar do senso das aves marinhas. “Fiquei 15 anos sem ir até o continente, quando voltei, em 2006, tive a infeliz surpresa em ver a retração da geleira em um período tão curto. Antes haviam cerca de 10 mil ninhos e hoje esse número caiu pela metade. Nossa incumbência é compreender se essa variação é flutuantes ou se tem a ver com o aquecimento global”, contou.

Ela e os 30 alunos que participam da missão vão instalar geolocalizadores em alguns pingüins e espécies de petrel e escua com o intuito analisar a rotina e a vida desses animais. “Com os indicadores que essa tecnologia vai nos fornecer, poderemos monitorar os impactos das mudanças globais sobre a comunidade terrestre”, apontou Virgínia.

Essa é a terceira missão que Rafael Gomes de Moura, mestre em Biologia, participa. “Para um biólogo, ir para a Antártica é muito gratificante, pois lá podemos conhecer um ambiente extremo e interagir com o ecossistema mais preservado do mundo”, disse ele que ficará, pela primeira vez, em um refúgio.

A missão proporciona uma integração com pesquisadores do mundo todo. A mestranda em Biologia, Suzana Seibert, já levou sua experiência na Antártica para congressos internacionais. “O trabalho desenvolvido pela Unisinos interessa para cientistas de todo o planeta, assim como outros trabalhos também despertam nossa curiosidade. Formamos uma comunidade muito unida que trabalha em rede”, declarou.

Marinheira de primeira viagem

Quem viaja pela primeira vez é a estudante de Biologia, Priscila Kiscporski. Desde o primeiro semestre no curso ela se envolveu com a pesquisa da professora Virginia. Atuou como voluntária e depois como Bolsista de Iniciação Cientifica. Antes de ser escolhida, teve que participar de um curso preparatório conduzido pelo Exército da Marinha Brasileira no Rio de Janeiro. “Lá, nos ensinaram a como nos portar durante a viagem, como nos vestir, que horários devem ser cumpridos. São 10 dias de atividades onde aprendemos a usar um gerador, a acampar, a como reagir em situações de isolamento e técnicas de primeiros socorros”, detalhou. Depois dessa maratona, Priscila finalmente estava apta a seguir para a viagem.

Importante na vida dos estudantes, mas também para o futuro do planeta, a missão Antártica reúne dados que influenciam no dia a dia de todos. A partir do senso das aves, tarefa que a equipe da professora Virginia vai desempenhar arduamente, é possível entender a migração dos pássaros que, consigo, levam informações essenciais para o planeta, tais como o avanço das mudanças climáticas e o aparecimento de doenças. Essas informações não ficam trancadas nos laboratórios. Pelo contrário. Elas são enviadas para bancos de dados mundiais que monitoram os recursos vivos do mundo todo.

A missão

No dia 12/10 a primeira equipe segue para a Antártica. Os grupos foram divididos em fases e mais cinco viagens serão feitas até fevereiro. Os estudantes e professores seguem rumo à Ilha Elefante, uma ilha montanhosa e coberta de gelo localizada ao largo da costa da Antártida; Ilha Pingüim, que se situa fora da costa sul da Ilha do Rei George e marca o lado ocidental da entrada das Ilhas Shetland do Sul; e para Ilha Nelson, situada a sudoeste da Ilha do Rei George. Os grupos vão ficar em refúgios, no navio e na estação brasileira no continente.



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