Tudo começou em outubro, quando jovens da reserva indígena de São Leopoldo chegaram à universidade, sentaram-se em frente aos computadores e, mais do que ligar máquinas, ligaram-se a um universo de infinitas possibilidades. Passo a passo, clique a clique, foram descobrindo que as palavras podem ser escritas sem tinta ou grafite, que os números podem ser somados, diminuídos, multiplicados ou divididos mesmo fora de uma calculadora física, e que existe uma ferramenta, chamada internet, capaz de conectar pessoas do mundo todo em torno de redes sociais.
A prática foi adotada uma vez por semana desde então. Assim, eles encontraram na Unisinos um lugar de diversão e construção do aprendizado em equipe. Semanas depois do primeiro encontro, o que fica é conhecimento e recordação, como a da pequena Aline Vaz, 10: “No começo, foi difícil usar a calculadora”. Agora, finalmente é hora de receber o certificado da SAP Brasil, empresa instalada no Tecnosinos que se responsabilizou pela doação dos computadores e pelo transporte dos jovens da reserva à universidade. “Tudo hoje é baseado na tecnologia. Por isso, é importante que os jovens não parem por aqui e que sigam aprofundando seus conhecimentos”, complementa Durvalino Cardoso, professor que os acompanha.
O Programa Eu-Cidadão é isso: oferecer ao público aquilo que ele deseja, adaptando-o ao desempenho de cada grupo e ao processo de aprendizagem por meio de atividades que propiciem integração e entretenimento. Para conhecer um pouco mais sobre a iniciativa, acesse: www.unisinos.br/projetos_sociais/eu_cidadao.