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07/06/2013 · 16:12
Gestão e Negócios
Unisinos lança escola em evento que reúne grandes pensadores sobre questões econômicas da atualidade
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Texto: Michelli Machado
Imagens: Rodrigo W. Blum

Com o tema Jornada Internacional em Gestão e Negócios: questões estratégias para a formação de competências em uma economia do conhecimento, a Unisinos lançou, em 6/6, a Escola de Gestão e Negócios, no Sheraton Porto Alegre Hotel. O evento teve atividades durante todo o dia, sempre buscando o diálogo entre o conhecimento acadêmico e a prática de mercado.

O encontro começou com um workshop, que teve como foco as questões de aprendizagem na construção do cenário econômico contemporâneo. No turno da tarde, painéis com o panorama da economia mundial e as principais relações entre as empresas e a universidade foram apresentados aos participantes. A primeira apresentação abordou as interações entre conhecimento e inovação e teve como moderador o coordenador do mestrado profissional em Gestão e Negócios, Jorge Verschoore.


Universidade, empresa e instituições

Diretor presidente da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI), Ivan Pelllegrin abriu as apresentações do painel. O palestrante trouxe um gráfico com a curva da riqueza no estado, e destacou o conceito de cadeia de valor e a importância de uma gestão que priorize a inovação dentro das empresas. Enfatizou a diversidade na política industrial do Rio Grande do Sul e destacou os eixos estratégicos divididos por região. “A diversidade para nós não é um problema, mas um ponto forte na economia do estado”, afirmou Pellegrin.

O diretor da unidade acadêmica de pós-graduação, Alsones Balestrin deu sequência às explanações, frisando a relevância de uma boa interação entre universidade, empresa e governo.  O professor citou Pierre Fayard ao abordar o tema da economia intensiva. Dentro da lógica da criação colaborativa, Balestrin destacou a importância de um trabalho inteligente, competente e mais eficiente, realizado em conjunto, por uma equipe. “É importante criar novos conceitos de serviços, negócios, processos e mercados para atingir a inovação que buscamos”, avaliou o pesquisador.

O terceiro painelista, presidente do SAP Labs Latin América, Stefan Wagner, refletiu sobre o conhecimento tecnológico. “Tivemos mais acesso à informação nesses últimos cinco anos do que em toda a história da humanidade”, destacou. O palestrante ainda comentou sobre a embaralhamento entre vida pessoal e profissional com o surgimento de tantos dispositivos tecnológicos, somando 15 milhões em 2013. “Minha experiência pessoal diz que estudantes têm mentes criativas e inovadoras e têm excelentes redes de contatos”, reforçou Wagner.

Seguindo o mesmo formato de painel de apresentações, o tema abordado pelo debate seguinte foi a gestão de negócios internacionais e os principais desafios. O moderador do assunto foi o professor Luiz Carlos Maldaner. Professor associado na School of Business Adminitration da universidade de Miami, John Mezias foi o primeiro palestrante e destacou as possibilidades para negócios globais. Mezias refletiu sobre a tendência de homogeneização global. “Talvez essa seja uma boa razão do porque ninguém ainda estourou nesse mercado”, comentou. Em sua fala, o painelista apresentou o modelo iceberg de cultura e mencionou rituais, imagens e esculturas como manifestações de superfície. Segundo Mezias para que aconteçam de fato negócios de forma globalizada é preciso que haja um encontro de mentes, em que pessoas de vários países busquem um desenvolvimento multicultural.

O dirigente da FIERGS, Marcus Coester, prosseguiu abordando o tema da globalização e da competitividade, e do consumo de recursos naturais e energia. O palestrante comentou sobre a importância do conhecimento, da inovação e da tecnologia ao falar das tendências globais. “Temos dezenas de blocos econômicos, e a pergunta que fica é o quanto estamos globalizados? Na globalização ainda temos um grande caminho a percorrer. A parte real do processo é muito menor do que a aparente. Apenas 16% dos investimentos no país são estrangeiros”, afirmou Coester.

Diretor presidente de relações com Investidores e superintendente da FRAS-LE S/A, Daniel Randon encerrou o painel, apresentando os produtos da FRAS-LE, a visão e a missão da empresa. Randon destacou os pilares do processo de globalização da organização que está investindo em projetos de intercâmbio e expatriamento.  “35% da receita da empresa nos últimos cinco anos foi direcionada para inovação em produtos e processos”, afirmou o palestrante. Ao final de cada painel houve um tempo para interação entre os ouvintes e os painelista, possibilitando o debate sobre os temas do evento.



O grande momento

O lançamento oficial da Escola de Gestão e Negócios da Unisinos aconteceu às 19h30, com a fala da decana da escola Yeda Souza, que apresentou o número de alunos ligados aos cursos de graduação da escola, cerca de 6.000 estudantes. O pró-reitor Administrativo, João Zani, o pró-reitor Acadêmico, padre Pedro Gilberto Gomes, e o reitor da Unisinos, padre Marcelo Fernandes de Aquino, também participaram do lançamento da escola, falando aos presentes sobre as perspectiva da universidade. O reitor afirmou que a instituição está vivendo um momento especial na estrutura organizacional. “A Unisinos está criando uma identidade institucional de conhecimento, baseada na inovação e tecnologia”, destacou Pe. Marcelo.


Após a abertura, aconteceu a mesa redonda com foco nas questões estratégicas para a formação de competências em uma economia de conhecimento. O apresentador e jornalista Tulio Milman abriu o discussão com a seguinte pergunta: "O que o mercado espera de uma universidade hoje?" O primeiro debatedor a responder foi o presidente da ADVB-RS, Telmo Costa, que afirmou “o mercado busca o conhecimento aplicado na prática” e sintetizou em sua fala a importância de saber aplicar o que se aprende na academia. O CEO da HT Micron, Ricardo Felizzola destacou que “é preciso transformar a atitude para proporcionar o desenvolvimento. Essa é a grande expectativa da sociedade para a união entre mercado e academia”“Tentar entender seu papel buscando uma parceria com as empresas” foi a resposta dada pelo sócio fundador da SBA, Osvaldo Burgos Schirmer. O último a responder a questão foi o professor, Luiz Carlos Maldaner. “É preciso estar perto das empresas e da comunidade para responder de forma adequada a esses anseios”, afirmou.

Um argumento que perpassou todas as repostas dos debatedores foi o entendimento da universidade como fornecedora de mão de obra qualificada. Outras questões debatidas foram: como acontece a proximidade entre a universidade e o mercado? Quem lidera nessa troca? A universidade está à frente, ao lado, ou atrás das empresas? As respostas giraram no sentido de buscar o abandono do academicismo e entendimento do empreendedorismo como uma atitude empreendedora, que ultrapassa a questão de ter o próprio negócio, pois está explícita nos atos de quem desenvolve o perfil. “Assumir riscos, liderar sua equipe e seguir em frente, esse é o tipo de atitude que define um empreendedor”, afirmou Schirmer.



A discussão trouxe perguntas da plateia e ainda enfocou a necessidade da universidade estar ligada a comunidade local sem perder a visão de mundo. O tema EAD e a construção de vínculos entre a os estudantes e a instituição de ensino também foram trazidos para o debate. A mesa redonda foi gravada para o programa Debates TV Com e vai ao ar na íntegra no domingo, 16/6, às 16h.


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