Na província de Liaoning, no Sul do país, visitamos o porto de Dalian, o sétimo maior chinês, que movimenta 350 milhões de toneladas por ano (só para traçar um comparativo, vale lembrar que todos os portos brasileiros movimentam 750 milhões de toneladas por ano). Conhecemos a área menor do porto, que recebe navios com capacidade de até 4 mil containers. A área maior recebe navios com capacidade de até 14 mil contêiners. Guindastes movimentam até 50 toneladas. A Prefeitura da cidade falou de seu interesse na construção de um porto em São Leopoldo.
Dalian já foi o maior porto chinês e ainda hoje nos impressiona pelo gigantismo. Imaginem, então, Shanghai, primeiro da China e também maior do mundo. Esse porto, em sua área de cargas a granel, recebe navios com capacidade de até 500 mil toneladas.
Almoçamos com a vice-prefeita da cidade de Dalian e quatro de seus assessores, incluindo o responsável pelo parque industrial e tecnológico da cidade. A diretora executiva do Parque Tecnológico São Leopoldo - Tecnosinos, Susana Kakuta, conversou com Guo Chang Ming, vice-diretor do parque, que declarou haver interesse de empresas chinesas em instalar-se no Brasil (já há uma missão programada para dezembro deste ano para tratar do assunto).
À tarde, o grupo se dividiu em três. Susana ficou com grupo que visitou o centro de exposição do parque industrial e tecnológico. Os professores João Zani e Francisco Zanini, respectivamente pró-reitor Administrativo e diretor da Unidade de Educação Continuada, e eu fomos a Dalian University of Foreign Languages (Universidade de Línguas Estrangeiras de Dalian), sendo recebidos pela Yuhua Sun, reitora; Gu Fengxiang, diretor do Departamento de Língua Portuguesa; e Han Ying, professora de Português.
A Universidade de Dalian possui dois acordos para intercâmbio de alunos com universidades portuguesas, e demonstrou forte interesse na concretização de acordos no mesmo sentido com a Unisinos (propôs a formalização de acordo com a Unisinos, fornecendo inclusive proposta de contrato). Após a apresentação da Reitora, fizemos a apresentação da Unisinos. Os representantes chineses demonstraram terem investigado a situação da Unisinos, mesmo assim, ficaram muito bem impressionados com a apresentação por nós realizada e com a infraestrutura do nosso campus.
Instituto Confúcio no Brasil
A reitora manifestou que, para viabilizar os intercâmbios Unisinos/Dalian, os alunos chineses e/ou brasileiros, não deveriam arcar com taxas ou custos adicionais àqueles pagos na universidade de origem, com exceção de deslocamento entre os dois países e despesas pessoais. Isso é reciprocidade, com a qual concordamos.
Esta nossa assertiva provocou imediato entusiasmo junto à Reitora e sua equipe. Cabe o registro de que o encontro, dialogado em português (com exceção da Reitora), foi enormemente facilitado pela presença do diretor do Departamento de Língua Portuguesa, que informou ter vivido por 10 anos no Brasil, como adido comercial na embaixada da China, conhecendo, portanto, todo o nosso país.
Para nossa surpresa, a reitora também informou ter recebido incumbência do governo chinês para a instalação no Brasil de um novo Instituto Confúcio. Esse Instituto é órgão oficial do governo chinês para promoção da língua e cultura chinesas (a exemplo do Instituto Cervantes, no caso espanhol, e Göethe, no caso alemão). Ela solicitou nossa manifestação com relação a interesse de a Unisinos sediar tal instituto. De nossa parte, acenamos positivamente para sediar o instituto nas dependências da Unisinos. Ficou definido que em curto prazo daríamos retorno sobre os acordos solicitados, encaminhando suas formalizações. Ao final, realizamos breve passeio pelo câmpus, conhecendo sua belíssima infraestrutura.
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