"Que estes debates sirvam para esclarecer a importância que a vivência das redes de informação têm para a sociedade e como elas influenciam na cidadania."
Foi com essas palavras que o pró-reitor acadêmico Pedro Gilberto Gomes abriu o II Congresso Internacional de Qualidade em Ensino a Distância (Ciqead), na manhã de segunda-feira (12/11), no Anfiteatro Padre Werner. O evento reúne pesquisadores e professores nacionais e internacionais para discutir conceitos, perspectivas, direitos autorais, legislação e outros aspectos da modalidade de Ensino a Distância (EaD).
Para a coordenadora do programa Unisinos Virtual, Susane Garrido, espaços como o docongresso permitem alavancar a qualidade do EaD. "O trabalho tem que ser feito com seriedade, para manter a mesma qualidade que a educação presencial", afirma.
O primeiro dia de programação, que se estende até 14/11, foi marcado pela palestra do Secretário de Educação a Distância do MEC, Carlos Bielschowsky. Ele sobre o EaD no Brasil e as ações de sua secretaria, que realiza a regulamentação das ofertas de cursos e trabalha fortemente com a inclusão digital. "Temos 500 mil alunos no EaD atualmente, o que nos obriga a cuidar da qualidade desse sistema. Por isso a importância do evento."
Carlos afirma que a educação a distância é mais complicada que a presencial: "precisamos ensinar o aluno a aprender, saber com quem estamos trabalhando para alcançar os objetivos".
Sobre a educação brasileira, Bielschowsky disse que apenas 13% dos jovens cursam o Ensino Superior no Brasil. "Na América Latina, só estamos à frente do Haiti, mas felizmente o nosso Ensino Superior apresenta qualidade."
O evento tem como objetivo estimular programas e projetos relacionados à qualidade em EaD, principalmente à alfabetização e à inclusão digital, integrando diferentes áreas de conhecimento e instituições.
Confira a programação completa no site do evento.