O complexo foi construído por meio de uma parceria entre Unisinos, Petrobras e Agência Nacional de Petróleo (ANP) e recebeu um investimento de R$ 3,2 milhões. “Estamos ajudando a construir indicadores de alta qualidade, possibilitando que a ciência brasileira dê um passo muito importante, que trará benefícios para toda a sociedade”, destacou padre Marcelo Fernandes de Aquino, reitor da Unisinos. Ponto esse que também foi ressaltado pelo gerente executivo de Exploração e Produção da Petrobras, Mario Carminatti: “A diferença de um povo e de um país se dá quando a área de ciência e tecnologia se torna robusta. Por isso, temos muito orgulho do que estamos inaugurando hoje aqui na universidade.”
No laboratório, cerca de 40 colaboradores irão datar e correlacionar rochas (bioestratigrafia), interpretar antigos ambientes (paleoecologia), além de fazer uma avaliação e monitoramento ambiental, estudos esses fundamentais para a prospecção de novas jazidas petrolíferas na camada do pré-sal. Nesse espaço, novos pesquisadores na área de micropaleontologia, também, poderão ser formados ajudando a aumentar a demanda de profissionais especializados. “Por ano, são formados cerca de 300 a 350 geólogos, isso é muito pouco para a demanda do país. Mesmo se aumentássemos esse número para mil ainda faltariam profissionais. A geociência está passando por um momento único, por isso, a criação de espaços como esse é um ótimo incentivo para que mais jovens optem por essa área”, afirmou Edison José Milani, gerente geral de Pesquisa e Desenvolvimento em Geociências da Petrobras.
Após a cerimônia de inauguração, os convidados fizeram uma visita pelo complexo para conhecer os espaços e entender um pouco mais do trabalho que será realizado.