Na noite desta terça-feira (12/4) aconteceu, no Auditório Bruno Hammes (Área das Ciências Jurídicas), a Aula Inaugural do curso de Ciências Biológicas. O convidado a tratar do tema
“Dimensões Humanas da Conservação da Biodiversidade” foi o biólogo
Silvio Marchini.
Chamar a atenção dos estudantes para a relação entre o ser humano e a natureza é um dos desafios do educador. Para isso, em 2002, foi criado o projeto
Escola da Amazônia. Direcionado aos brasileiros – jovens, crianças, adultos e educadores –, o intuito da iniciativa é promover uma conexão entre as pessoas e a floresta. Nessa perspectiva são realizadas atividades de integração, oficinas e workshops que, dentre outros, possibilitam o conhecimento da realidade sócio econômica do local.
Para Silvio, a falta de informação é o maior problema da atualidade.
“O desmatamento ou a extração ilegal de madeiras causam tantos danos à Amazônia quanto a desinformação das pessoas, principalmente dos que moram lá”, afirma. Em sua palestra, o relacionamento do homem com a floresta, seus erros, acertos e a busca por mudanças que contribuam com o meio ambiente são assuntos constantes.
A complexidade da conservação também é algo que precisa ser esclarecido. De acordo com o pesquisador, o comportamento das pessoas, em relação as florestas sofre influências externas, sociais e culturais, pessoais e até mesmo, genéticas.
“A sustentabilidade depende da adoção de novas práticas, outro comportamento. As motivações para essas ações não podem ser apenas econômicas ou legais, devem também ser emotivas, culturais. A criação de laços afetivos com a floresta é tão importante e pouco explorada”, diz.
O trabalho realizado na
Escola da Amazônia rendeu ao biólogo o
prêmio britânico Whitley para a Proteção ao Meio Ambiente. Silvio também foi um dos palestrantes do
TEDx Amazônia.
Para saber mais sobre a Escola da Amazônia,
www.escoladaamazonia.org