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14/05/2013 · 17:33
Referência na área
Escola de Gestão e Negócios da Unisinos quer dialogar com as melhores instituições do mundo
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Texto: Pablo Furlanetto
Imagens: Rodrigo W. Blum / Divulgação

Na competição acirrada do mercado são esquecidos, às vezes, alguns valores, imprescindíveis para a boa relação entre as empresas. Para a Escola de Gestão e Negócios da Unisinos, a sociedade deve ser construída numa proposta baseada no trabalho, respeito e contribuição. É com este pensamento que ela busca a integração dos cursos de Administração, Economia e Ciências Contábeis da universidade e, assim, se tornar apta a dialogar, em condições de igualdade, com as melhores escolas do mundo.

Para explicar melhor o conceito que está sendo desenvolvido, a decana da Escola de Gestão e Negócios, Yeda Swirski de Souza, conversou com nossa reportagem. Confira abaixo a entrevista.

J.U. - O que motivou a criação da Escola de Gestão e Negócios?
Yeda - A área de Gestão e Negócios existe na Unisinos há quase quatro décadas, iniciando com Economia. Toda a atividade na área, que é hoje Economia, Administração e Ciências Contábeis, em diferentes níveis, passa a se organizar sob o conceito de escola. É uma decisão da universidade de passar a se organizar dentro desse conceito, buscando melhor sinergia entre as ofertas em diferentes níveis, que têm alinhamento em uma área de conhecimento.


J.U. - Qual o principal objetivo da escola?
Yeda - O principal objetivo é promover a qualificação da atividade. Estamos trabalhando para construir padrões de excelência nos diferentes cursos. Excelência reconhecida por meio do desempenho dos alunos egressos e expressa em padrões objetivos de avaliação externa. Outro objetivo é aperfeiçoar a pesquisa, que tem um papel importante na escola, já que ela responde ao posicionamento da Unisinos como universidade de pesquisa. Existe um foco importante em fazer com que a pesquisa em Gestão e Negócios se converta em contribuição efetiva para parceiros estratégicos, que são as organizações. Em resumo, os objetivos são a excelência acadêmica e a contribuição com estudos que façam a diferença na sociedade.

J.U. - Podemos dizer que a Escola de Gestão e Negócios faz a ponte para que os cursos do seu escopo conversem? Se sim, como?
Yeda - A conversa entre os cursos se dá de diferentes maneiras. Na graduação, estamos empreendendo os primeiros passos para o trabalho de acreditação da escola. Isso significa fazer com que as nossas ofertas acompanhem um padrão que tenha reconhecimento de órgãos internacionais. A existência de um padrão produz melhor conexão entre um curso e outro, favorece o aluno, para que ele desenhe sua trilha acadêmica de forma mais flexível. Em nível de pós-graduação, a existência da escola vai favorecer para que o estudante deste nível de ensino perceba com mais facilidade as contribuições que a sua formação pode ter, por meio de ofertas nas três diferentes áreas. Além disso, o ambiente de escola vai comunicar com mais intensidade a existência de uma comunidade de aprendizagem e de pesquisa.


J.U. - O que os alunos podem ver de diferente no seu dia a dia com o início dos trabalhos da escola?
Yeda - O que vai acontecer, por meio de atividade agregadora, é o evento de lançamento da escola em 6/6, Sheraton Porto Alegre Hotel. Mais que um momento de celebração, a escola abre com uma jornada de estudos com foco em uma temática que atravessa todas as nossas atividades. Ela já é a expressão do que a gente pretende oferecer no sentido de produzir novos horizontes para os alunos. Nessa jornada, vamos trabalhar três temas. O guarda-chuva é a formação de competências para uma economia do conhecimento. Teremos um painel focado na relação entre universidade e empresa; o segundo, em gestão internacional; e o terceiro pretende ser uma discussão com lideranças do mundo corporativo, para ouvir seus pontos de vista sobre quais os compromissos de uma escola de negócios, no que se refere à formação de competências para uma economia do conhecimento. Essa é a primeira atividade que pode ser visível pelos alunos. Os efeitos da escola, como os estudantes vão tangibilizar as atividades, se darão por meio de atividades como as jornadas, que vão convidar o coletivo a refletir sobre questões específicas e, no médio prazo, os alunos vão perceber os efeitos da escola no cotidiano da sala de aula, na qualificação da atividade em cada curso, em cada aula, em cada oferta, já que estamos trabalhando com a acreditação da escola.

J.U. - E quais os futuros projetos da escola?
Yeda - Temos os norteadores, que são a excelência acadêmica e a internacionalização. A aproximação com organizações e instituições, como a gente vê a escola do futuro, que é uma escola atuando no Sul do Brasil, mas que, independente dessa localização, vai estabelecer um diálogo em Gestão e Negócios com outras escolas do mundo. Todo o esforço de organizar o trabalho, de colocar as bases, se dá dentro desse horizonte, de construirmos uma escola nessa localização que estará apta a dialogar, em condições de igualdade, com as melhores do mundo. A nossa perspectiva é a de poder dizer, com segurança, que a contribuição dos pesquisadores que aqui estão é relevante para o desenvolvimento local e que tenha, também, o potencial de fazer diferença em qualquer lugar.



J.U. - No mundo globalizado, onde as empresas concorrem cada vez mais, qual o papel da escola em preparar os cursos para trabalharem com os alunos esta realidade?
Yeda - É importante destacar que a Escola de Gestão e Negócios da Unisinos carrega a tradição jesuíta, implicada na formação. É a excelência acadêmica e o horizonte de desenvolvermos capacidades para projetos de vanguarda, que estejam no estado de arte da área. Ela está em consonância com o conjunto de valores da formação dos jesuítas. A ideia de preservar a formação integral da pessoa humana, o humanismo, de entender que há uma contribuição social intrínseca ao fazer de Gestão e Negócios é um elemento chave no nosso projeto. Como enfrentar a competitividade? A nossa proposta é a construção de uma sociedade que esteja baseada no trabalho, em valores de respeito com a pessoa humana e de contribuição. Este é o nosso ideário.

J.U. - E qual é o teu papel como decana?
Yeda - É de orquestração dos talentos que estão atuando na área, representados pelos professores, pesquisadores e o conjunto de colaboradores que fazem com que os projetos da escola se tornem possíveis. O decano não tem tarefa executiva, é um diplomata da área para fora da universidade.


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