O primeiro painel, mediado pelo professor Ronaldo Henn, girou em torno da relação entre jornalistas e os públicos nas Redes Sociais. Participaram desta rodada o jornalista e editor da Revista Época Online, Sérgio Lüdtke e os doutorandos Gabriela Zago e Marcelo Träsel. O fazer “do cara” das redes sociais foi o tema da apresentação de Ludtke. O jornalista destacou a importância dessas redes e afirmou: “Se prezamos agilidade, não podemos desprezar o que é disseminado nas redes sociais.”
Gabriela falou sobre trolls, jornalismo no Twitter e o reflexo da trollagem nas etapas do processo jornalístico. A pesquisadora explicou o que faz um troll e como os meios de comunicação devem lidar com eles em diversas situações. Träsel contou sua história com a internet, assumiu ter sido troll no início de sua trajetória jornalística e destacou a a importância das redes sociais e o agendamento feito por elas às empresas jornalísticas.
Após o intervalo para o almoço deu-se início à segunda rodada de debates com a mediação do professor Gustavo Fischer. Sob a temática Visualização de informações, produção de conteúdo visual e tablets, deram-se as apresentações de Marcos Borges, diretor de arte da ZeroHora.com e dos professores André Pase e Suely Fragoso. Infografia foi o assunto apresentado por Marcos. O jornalista acredita que é preciso buscar uma maneira de atrair as pessoas e que os infográficos interativos podem ser uma boa saída.
Jornalismo e conteúdo no iPad foi o norte do painel de Pase. O professor ressaltou que é preciso resolver a equação “pensar no conteúdo X sistema de criação X distribuição” para chegar ao produto final para tablets. Suely discorreu sobre infográficos bons e ruins e fez uma crítica aos newsgaming. “Cadê as news? Até agora só vi games, que muito se parecem com infográficos interativos”.
Depois do coffee break os participantes acompanharam a última rodada de apresentações e debates mediada por Daniel Pedroso, professor da Unisinos. Para tratar do tema Jornalistas X Programadores, integraram a mesa a programadora Aline de Campos, o consultor Erick Formaggio e o coordenador do curso de Comunicação Digital da Unisinos, Daniel Bittencourt. Aline traçou um paralelo entre os dois perfis (jornalista e programador), falou sobre as exigências do mercado e concluiu que as características desses dois profissionais convergem: um completa o outro.
Erick falou sobre a otimização de páginas para melhor compreensão pelos mecanismos de busca, denominada Serach Engine Optimization (SEO). A prática possibilita um melhor posicionamento em uma página de resultados de uma busca: ferramenta indispensável ao jornalismo. Bittencourt ressaltou a importância de ser um profissional completo “bom de texto e bom de internet”, que saiba lidar com as novas formas de contar histórias: meio digital, storytelling, infografia digital, infografia interativa, interfaces... De acordo com ele, os profissionais precisam estar aptos a ler o nosso tempo. “Lide com o contexto, aprenda com os outros e torne-se um conector”, disse.
O II Encontro Regional de Jornalismo Digital foi um evento aberto aos alunos e aos profissionais interessados. A coordenação geral ficou a cargo de Adriana Amaral, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Unisinos. Quem não estava presente pode conferir tudo que aconteceu através de streaming.