.Universidade

15/11/2013 · 15:28
Pei comemora 25 anos
Ex participantes contam como o programa mudou suas vidas
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Texto: Marina M. Corte
Imagens: Aline Spassini

O Programa Esporte Integral (Pei) completa 25 anos de atividades neste ano de 2013. Para comemorar, o programa organizou uma festa, que ocorreu na tarde desta quinta-feira (14/11), no Centro de Cidadania e Ação Social (CCIAS) da universidade, localizado no prédio da antiga sede, no centro de São Leopoldo.


 

O evento contou com atividades recreativas e esportivas e diversas apresentações de grupos que tiveram sua origem a partir do Pei, criados e coordenados por ex-educandos do programa. Os grupos Baturidança, Explosão da Dança e o grupo de dança da escola João Goulart apresentaram-se no auditório do local. No pátio do CCIAS foram dispostos brinquedos infláveis e pode ser assistida uma apresentação da banda da escola Amadeo Rossi. 

O dia de hoje é marcante por ver essas várias gerações juntas”, afirma o coordenador executivo do Pei, Augusto Dotto, que também já foi estagiário do programa. “Todas as apresentações foram de grupos de pessoas que já passaram pelo Pei, gente que está aqui há mais tempo que eu”, conta. “Ver tudo isso é muito emocionante.”

Presença de autoridades

Na abertura do evento, o vice-prefeito da cidade de São Leopoldo, Daniel Daudt Schaefer, destacou o papel da Unisinos e seus programas sociais na melhoria da qualidade de vida da população da cidade. “Que bom que os jesuítas escolheram São Leopoldo para erguer uma das melhores universidades do Brasil”, disse. “Se hoje o município é um polo de educação, é por causa desta maravilhosa universidade.

O vice-reitor da Unisinos, padre José Ivo Follmann, aproveitou sua fala para parabenizar o programa e todos os seus participantes. “Durante estes 25 anos, muitas vidas se dedicaram para que muito mais vida brotasse”, relatou. “Temos muito a celebrar: a competência que o Pei vem demonstrando, o coração que pulsa em cada um que construiu esta história e, sobretudo, o lindo compromisso que a equipe vem afirmando.

Como fundador do Pei, Lauro Ely destacou a influência do projeto em sua vida: “O Pei interferiu no projeto de vida de muitas pessoas e ocupa um espaço muito especial no meu projeto de vida também. Só posso agradecer por tudo o que ele me deu.

Eles fizeram parte desta história

Conheça a vida e os projetos de ex-educandos do Pei, que hoje trabalham em seus próprios programas sociais

Graciela


Graciela de Oliveira Souza, 27 anos, criou o grupo Explosão da Dança, há oito anos. Segundo ela, por gratidão. “Ele nasceu através de uma vontade minha de retribuir o que o Pei fez por mim”, conta. O projeto, que ocorre na Vila Brás, em São Leopoldo, começou com 12 alunos. Hoje, são mais de 120. “A gente conquistou vários troféus, medalhas e o respeito da comunidade”, destaca Graciela. Ela conta que toda a estrutura, a sala com tablado de madeira, linóleo, barra e espelho, vem de promoções e rifas. O grupo viaja representando o Rio Grande do Sul em competições, mas não tem apoio. Agora que estão registrados como associação, buscam parcerias para tocar o trabalho. “As crianças vivem de sonho. Tem um menino que está no Bolshoi”, diz, referindo-se à famosa companhia de balé.

O Pei era até os 15 anos. Eu fiz um monte de coisas para ir até os 18”, brinca Graciela. “Fiquei até os 18, depois voltei como estagiária e continuei indo como voluntária.” Formada em Educação Física pela Unisinos, ela hoje faz pós-graduação em dança e não pretende parar. “Quero tocar este meu projeto, fazer ir adiante”, diz. “A Vila Brás, onde eu moro, é muito marcada pelo tráfico e eu tinha uma visão pequena de onde eu poderia chegar. O Pei sempre me motivou e mostrou que existia outro caminho.” Graciela conseguiu pagar todos os estudos com a dança e hoje vive dela. “O Pei foi fundamental na minha vida, porque me mostrou outra possibilidade. Mostrou que eu podia ir além, independentemente da minha renda”, salienta.

Roger



Roger Aguiar, 25 anos, entrou no Pei em 1998. Quando começou, conta, tinha, segundo ele, zero de conhecimento de música. Os princípios básicos aprendeu no Baturidança e, com o passar dos anos, foi trocando de instrumentos e aprendendo cada vez mais. “Gostei. Se hoje pudesse entrar de novo, entraria. Vale a pena. A gente aprende desde a cidadania até a música”, conta. Hoje, depois de estudar música, Roger trabalha o assunto com crianças.

Eu me sinto feliz por ser convidado para a festa e por poder ter feito parte do Pei, porque é muito importante o aprendizado”, diz. “A banda também fica muito feliz de estar representando os jovens adolescentes do bairro”, afirma, referindo-se à banda da escola Amadeo Rossi. “A gente se apresenta em vários lugares, mas este, de hoje, é muito especial”.

Luciane

Luciane Beatriz de Souza Flores, 21 anos, entrou no Pei em 1999, com sete anos, e ficou até os 17. Começou participando do Baturidança, tocando na percussão, e em 2002 começou a dançar. Aos 17 anos, Luciane saiu do projeto e com 18 iniciou o curso de Educação Física na Unisinos e o trabalho de monitora no Pei. Depois de dois anos, saiu e começou a dar aulas de dança nas escolas da região. “Foi no Pei que comecei a gostar de dança”, conta.

Saiba mais sobre o programa

O Pei é uma iniciativa educativa, alinhada à Política Nacional da Assistência Social enquanto política de proteção social a crianças e adolescentes, e também de extensão universitária, por meio do desenvolvimento integral deste público e da qualificação acadêmica. Tem como objetivo a promoção do desenvolvimento humano e social através do movimento humano, com destaque para as práticas esportivas e a dança. Visa também assegurar um espaço qualificado de convívio familiar e comunitário e o desenvolvimento de relações de afetividade e sociabilidade. 


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