No próximo domingo (20/11), comemora-se o Dia Nacional da Consciência Negra. Como celebração da data, a Unisinos realizou hoje (18/11) um almoço com professores e funcionários afrodescendentes - e demais convidados - para dar a devida visibilidade a este grupo de pessoas que é digno de reconhecimento e de condições iguais, não apenas na instituição, mas em toda a sociedade.
O encontro contou com representantes do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (Neabi), que, ao lado do Programa Gestando o Diálogo Interreligioso e o Ecumenismo (Gdirec), é uma das frentes de trabalho da Ação Social na Unisinos. O projeto busca resgatar história, cultura e identidade da população afrodescendente e hoje já possui reconhecimento nacional. Além disso, é uma forma eficiente de combate ao racismo.
Dando início à confraternização, o Coral Jardim Carvalho, de Porto Alegre, brindou os presentes com três canções. A seguir, a coordenadora do Neabi, professora Adevanir Aparecida Pinheiro, falou sobre a importância da data, que relembra a morte de Zumbi dos Palmares em 1695, e sobre a coragem daqueles que seguiram o exemplo do líder quilombola, manifestando-se e conquistando o espaço que, de fato, merecem. “Se chegamos até aqui, é porque sempre fomos companheiros”, acrescentou.
Complementando a palavra da coordenadora, o vice-reitor, padre José Ivo Follmann, lembrou que o Neabi existe para ajudar a resolver um problema que, às vezes, é colocado “debaixo do tapete” pela sociedade, e que é necessária a colaboração de todos, sejam brancos ou negros, para mudar essa realidade. Por fim, o reitor, padre Marcelo Fernandes de Aquino, destacou: “Devemos fazer memória ao passado, ainda que ele nos faça sofrer, para então darmos valor à luta de nossos antecedentes. Aliado a isso deve vir o perdão, pois somente quando perdoamos uns aos outros podemos evoluir”. O reitor também ressaltou o engajamento da instituição em relação às políticas públicas para o desenvolvimento da cidadania afrodescendente e, para concluir, lembrou: “Não estamos fazendo nada de especial, estamos apenas sendo brasileiros”.
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