.Universidade

20/03/2013 · 15:28
Como o Professor Pardal
Algumas áreas instigam a criação e proporcionam que alunos coloquem em prática suas ideias
Tamanho da Letra
Texto: Pablo Furlanetto
Imagens: Divulgação

As recentes batalhas judiciais travadas por Apple e Samsung, no campo das patentes, mostra o quão importante é a área de criação e, mais, como é fundamental registrar uma ideia, invenção ou equipamento. Só para se ter uma ideia da magnitude da questão, em 25 de agosto de 2012 a empresa coreana de tecnologia foi condenada, pela corte de San José, na Califórnia, Estados Unidos, a pagar à americana US$ 1,052 bilhão pelo fato de ter se apropriado de seis inventos registrados pela Apple.

Algumas áreas são, por natureza, mais propícias para a invenção, caso da Engenharia Mecânica, que se renova com a evolução tecnológica. Com isso, surgem novas possibilidades de processos e produtos que em outras épocas não seriam possíveis. “Um dos exemplos mais visíveis é a redução da emissão de gases dos veículos (resultado de sistemas de propulsão que incorporam uma eletrônica de controle em motores menores) e o menor custo para aquisição de produtos para casa, como ar condicionado (fruto de técnicas de manufatura mais enxutas e flexíveis)”, explica o coordenador da graduação da Unisinos, Walter Andrey Fontana.





De acordo com Fontana, alguns nichos são mais promissores que outros para a criação, como os que têm necessidade de itens de menor custo e impacto ambiental, maior segurança e desempenho. “Estas são as características mais importantes na atualidade. Pode-se citar a tecnologia de transporte de petróleo e de mobilidade. Na maior parte das vezes, as inovações seguem um padrão evolutivo, onde pequenas mudanças ao longo do processo de vida dos produtos são incorporadas à geração seguinte”, elucida o professor.

Design, o mundo das ideias

Outra área que conversa com a inventividade é o Design. Na opinião de Carlo Franzato, docente do mestrado da Unisinos, junto com as Artes, o Design é o campo que mais busca a criatividade e que mais desenvolve abordagens e métodos para que o profissional se expresse. De acordo com Franzato, nas aulas é realizado um trabalho de fazer com que as ideias se desenvolvam por processos e se expressem por resultados (produtos, peças de vestuário, layout e decoração). “O Design pode deixar sua abordagem à disposição de outras áreas”, explica.

Não existe uma receita

O processo criativo não possui uma fórmula pronta, uma “receita de bolo”. Na visão de Franzato, existem técnicas que são padronizadas, reflexões críticas dos resultados. “O que mais me surpreende nos designers contemporâneos não é a aplicação de um sistema de técnicas, mas a capacidade de determinar um processo diferente diante de um problema. É a habilidade de criar e recriar continuamente o seu processo criativo”, destaca.

Na área da Engenharia Mecânica, os alunos têm a oportunidade de aplicar os seus conhecimentos no desenvolvimento de novos produtos e processos em, pelo menos, dois momentos: nas disciplinas de Engenharia Integrada e no desenvolvimento do Trabalho de Conclusão. “Neste, o estudante recebe o conceito de aprovado com distinção somente se demonstrar inovação e aplicabilidade do conceito proposto, além de um trabalho com uma redação precisa, consistente e total domínio do assunto”, explica o coordenador Walter Andrey Fontana.

Por falar em patentes, o professor já possui invenções em seu nome. Ele explica que, no seu caso, o processo de criação ocorreu da seguinte forma: “Primeiro, há uma reflexão sobre o tema e se questiona quais formas são disponíveis para atingir as metas. É sempre importante se ter em mente o objetivo final e listar todas as opções. Depois, selecionar as mais exequíveis, de acordo com os critérios técnicos, financeiros, entre outros. A partir daí, com a ideia já fechada, é importante elaborar o projeto e documentá-lo. Após, desenvolve-se uma técnica para testar a ideia ou o conceito, seja com simulações ou analiticamente (menor custo), ou com protótipos (maior gasto). Demonstrada a viabilidade, o ideal é ingressar com um requerimento de patente de invenção, ou de modelo de utilidade ou de desenho industrial junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), para proteger legalmente a ideia”.

Auxílio no registro

Como a burocracia para registrar uma patente pode ser grande, existem alguns órgãos ou empresas que prestam assessoria para quem deseja concretizar o objetivo. É o caso do Núcleo de Inovação e Transferência de Tecnologia da Unisinos, o Nitt, que é responsável por auxiliar todos os processos de patentes na universidade, não só das empresas do Tecnosinos e dos alunos, mas também de professores e pesquisadores da instituição.

O passo a passo

De acordo com a coordenadora do Nitt, Feliciane Andrade Brehm, a primeira coisa que deve ser feita para se registrar uma patente é entender em que tipo o invento deve ser inscrito, para depois preencher os documentos referentes ao tipo de registro e realizar os pagamentos das taxas. “Os custos devem estar previstos nos projetos”, destaca Feliciane.


Mais Notícias

23/05/2014 · 15:07
Design de Moda
02/01/2014 · 09:47
Mercado internacional
02/12/2013 · 15:28
Unisinos e Credeal
10/10/2013 · 14:22
Possibilidades profissionais
18/09/2013 · 16:34
Inovação digital
Buscar
Edições Anteriores
Assine a Newsletter

Voltar
Rodapé - Links