A conferência abordou os desdobramentos pedagógicos das Leis 10639/03 e 11645/08, que se referem à inclusão da disciplina de história da África e indígena nos currículos. “Já existiam nas escolas algumas iniciativas de professores para falar sobre o tema, principalmente, em datas emblemáticas. Porém, a lei ajudou a organizar as atividades, promovendo uma alteração nos currículos e no material didático”, enfatizou Ferreira. A iniciativa, também, promove uma conscientização nacional em relação às diversas etnias. “Precisamos unificar o povo brasileiro, para que ninguém tenha vergonha das suas origens”, acrescentou Carth.
Uma pesquisa, desenvolvida pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), está avaliando como anda o cumprimento da lei nas instituições de ensino. Além disso, os fóruns democráticos auxiliam nesse controle. “Existi, ainda, um edital que regulamenta as publicações dos materiais didáticos. Assim, todas as editoras são obrigadas a incluir esse assunto nos livros”, afirmou Carth. Os professores estão sendo preparados para debater o tema nas salas de aulas, e a inclusão, também, já está acontecendo nos currículos das instituições de Ensino Superior para que os futuros educadores já saiam aptos.
O restante da programação do mês da Consciência Negra inclui exposições, desfiles, oficinas de capoeira e painéis. Mais informações no endereço http://unisinos.br/blog/gdirec_neabi/ ou no telefone (51) 3591.1122 ramal 4130.