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22/08/2013 · 15:54
Vista minha pele
Seminário promove debates sobre relações étnico-raciais no Cecrei, em São Leopoldo
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Texto: Da redação
Imagens: Rodrigo W. Blum

Começou ontem (21/8) o VI Seminário da Rede Jesuíta de Cidadania e Assistência Social (SJ-CIAS). O evento se estende até a tarde desta quinta-feira, no Centro de Espiritualidade Cristo Rei, em São Leopoldo, e promove debates acerca das temáticas Educação das relações étnico-raciais e 10 anos da Lei 10639/03.

No primeiro dia, o encontro teve início com um momento de espiritualidade, seguido pela exposição de painéis, leituras e reflexões sobre a população afrodescendente, a questão da branquitude e a do branqueamento. À tarde, as atividades incluíram trabalhos em grupos, apresentações musicais e janta típica.

Entre os tópicos abordados, a Lei 10639/03 foi destaque. A legislação, que estabelece diretrizes para a inclusão da disciplina História e Cultura Afro-Brasileira nos currículos escolares, vigora há anos, mas, na prática, encontra pouco espaço na realidade do país. “O que estamos fazendo aqui é ponto de partida para efetivar a Lei. Se mais eventos como este acontecessem, nós, obviamente, estaríamos muito a frente de onde estamos”, disse o professor Jorge Euzébio Assumpção, um dos palestrantes do seminário.

O propósito dos debates foi dar continuidade à temática das relações étnico-raciais no cotidiano da universidade, não apenas de forma pontual, mas transversalmente em relação a seus projetos e ações. Segundo a coordenadora do Núcleo de Estudos Afrobrasileiros e Indígenas (Neabi), Adevanir Pinheiro, a ideia era mostrar resultados de trabalhados desenvolvidos na instituição e pensar as próximas etapas.

A educação das relações étnico-raciais, em consonância com os objetivos estratégicos da Companhia de Jesus, vive um processo de amadurecimento na sociedade, mas ainda enfrenta impasses. De um lado, a boa vontade da população em promover a igualdade. De outro, a falta de terreno para expandir e aplicar políticas de reconhecimento e aceitação de afrodescendentes. Apesar disso, “há avanços”, diz o vice-reitor da Unisinos, padre José Ivo Follmann.

De acordo com as discussões incentivadas pelo evento, a mudança desse cenário consiste na união entre conhecimento, capacitação contínua e transversalidade.


O segundo dia segue, basicamente, a mesma linha de debates do primeiro. Para o final, está prevista uma celebração inter-religiosa e uma confraternização de encerramento.


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