Uma ação especial entre o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) e a Associação Antônio Vieira (Asav), mantenedora da Unisinos, deixou mais próxima dos jornalistas a situação de refúgio no mundo. Reunidos nesta segunda (23/5) na capital gaúcha, profissionais de imprensa tiraram dúvidas sobre a temática e ouviram o debate sobre a cobertura jornalística, durante 1ª Oficina de Jornalismo sobre Proteção Internacional de Refugiados. A reunião virtual, transmitida de São Paulo para Brasília, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Manaus, contou com a participação do presidente do Comitê Nacional para Refugiados (Conare) e do secretário-executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto, do representante do Acnur no Brasil Andrés Ramirez, do oficial de informação pública do Acnur no Brasil, Luiz Fernando Godinho, e de refugiados que vivem no Brasil.
“É importante divulgar a face humana sobre o tema. Entretanto, os jornalistas devem entender que alguns refugiados têm dificuldade de se expor durante uma entrevista”, explicou Godinho ao revelar a relação da agência com a imprensa. De acordo com o presidente do Conare, o Brasil recebe hoje cerca de 4,5 mil refugiados, sendo que 220 estão instalados no Rio Grande do Sul. A maioria deles é proveniente de países como Angola, Colômbia e República Democrática do Congo.
“Precisamos dar condições para que a pessoa consiga superar o trauma de ter saído de um país em péssimas condições, principalmente devido a perseguições. O Brasil respeita os direitos deles e tem condições de receber cada vez mais refugiados”, afirma Luiz Paulo Barreto. Segundo a convenção de 1951, assinada em Genebra pelas Nações Unidas, é considerado refugiado quem está fora do próprio país devido a temores relacionados a perseguições por raça, religião, nacionalidade e opinião política.