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23/05/2013 · 17:01
Indústria Criativa
Decana fala sobre a escola que vai ser a responsável por fazer a conversa entre diferentes cursos
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Texto: Pablo Furlanetto
Imagens: Divulgação Unisinos

Para fechar a série de entrevistas com os decanos das novas escolas da Unisinos (Humanidades, Saúde, Direito, Gestão e Negócios e Politécnica), hoje quem explica o novo conceito é a professora Ana Maria Guimarães, responsável pela Escola de Indústria Criativa: Comunicação, Design e Linguagens. No bate-papo, a docente ilustra o que mudará no dia a dia dos alunos e na qualidade dos cursos. Confira.

J.U. - Por que se decidiu criar a Escola de Indústria Criativa?
Ana – A criação das escolas responde ao momento que a Unisinos atravessa. Houve um grande desenvolvimento de cursos de graduação e pós-graduação. Tais cursos, porém, foram se desenvolvendo numa relação vertical, de isolamento. Sentindo a necessidade de articulá-los, num eixo de transversalidade, a universidade pensou uma nova possibilidade de organização. Por isso, a divisão em escolas. A Escola de Indústria Criativa recebeu o grande desafio de trabalhar com áreas de conhecimento diferentes, de campos distintos e transformá-las numa realidade de conjunção. Por que indústria criativa? Porque estamos reunindo cursos da Comunicação, Linguagem e Design, que têm em comum o fato de trabalharem questões de cultura, tecnologia e inovação, permeados pela criatividade e diversidade. Com eles reunidos, visamos ao desenvolvimento de um conceito que aproxima as áreas do conhecimento, o que faz com que possamos ter uma visão mais contemporânea de questões que envolvam a produção simbólica contemporânea.


J.U. - O Design agora migra para a indústria criativa?
Ana - Estamos falando de uma dimensão de desenvolvimento, que trabalha muito bem as áreas de conhecimento citadas anteriormente. O fato é estarmos trabalhando com questões de mídia, na Comunicação, e, ao mesmo tempo, pensarmos na territorialidade, nas concepções do próprio objeto, que vem do Design, e tudo isso permeado pela atividade da Linguagem. O Design faz parte desta escola, até pelo conceito de Design Estratégico que o sustenta, com a visão mais no processo do que no próprio produto e por apresentar sua interface com áreas como Comunicação e Marketing.   

J.U. - Qual o principal objetivo da escola?
Ana - É promover a inovação na pesquisa e nas práticas relacionadas à indústria criativa, de maneira que possamos formar pessoas, pesquisar e fazer projetos aplicados, sempre pensando na excelência acadêmica. O planejamento estratégico da escola permitiu a construção de programas, que começam a ser desenvolvidos.

J.U. - A Escola de Indústria Criativa já está atuando, fazendo suas articulações?
Ana – Sim, desde dezembro do ano passado, quando nos reunimos para definir o planejamento estratégico. Nós temos, inclusive, reuniões mensais de todos os coordenadores da graduação, pós e especialização, e dos órgãos da escola, como rádio, TV e Agexcom, o que permite criar um espaço de trocas.


J.U. - Os alunos já podem notar alguma diferença no dia a dia das aulas?
Ana - A mudança maior vai ocorrer no médio prazo e vai ter muito a ver com a possibilidade de compartilharmos práticas. Por exemplo, o aluno que está fazendo Jornalismo poder realizar algum tipo de inserção numa disciplina do Audiovisual, e vice-versa, ou de poder participar de workshops que atendam os interesses da escola e que sirvam como horas complementares para todos os estudantes. Estamos pensando na formatação de uma nova realidade, da inserção em um universo maior, o da escola. Isto começa pelo evento de lançamento da escola, que deve ocorrer em novembro. O evento prevê três polos: uma discussão em nível acadêmico sobre a indústria criativa; uma séria de oficinas para alunos; e eventos para o público em geral. O momento vai simbolizar o início da construção do edifício.

J.U. - Quais os projetos que a escola deseja implantar no médio e longo prazo?
Ana - Nós pensamos os projetos em torno de programas, que foram definidos a partir do planejamento estratégico da escola.  O primeiro é desenvolver a identidade da escola, que vai pensar no conceito e lançamento. O segundo é o programa de inovação na pesquisa e nas práticas, que vai impactar mais diretamente o nosso aluno e nas possibilidades de pesquisas conjuntas. Assim, podemos pensar em projetos mais ambiciosos e amplos e que abranjam as três áreas do conhecimento. Outro programa, extremamente importante, é o de formação de parcerias que façam a articulação internamente entre os cursos e, externamente, com instituições e empresas que tenham demandas para a indústria criativa. O último é o de internacionalização, que tenta localizar universidades parceiras para que possamos estabelecer cooperações bilaterais, seja através de alunos ou professores, visando, inclusive, a possibilidade de dupla titulação.



J.U. - Qual o teu papel como decana?
Ana - É o de articulação, de poder enxergar o todo, os cursos no seu conjunto, os potenciais de nossa pesquisa. É o de congregar os professores, pesquisadores, alunos e colaboradores em torno de metas comuns. Temos um papel estratégico, de identificar e propor ações que levem ao desenvolvimento. Não temos papel executivo, somos muito mais os embaixadores da área.


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