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24/10/2012 · 11:39
Foco nos semicondutores
Painel de abertura do II Fórum Brasil-Coreia falou sobre as políticas promovidas pelo governo federal para ajudar o setor
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Texto: Greyce Vargas e Pablo Furlanetto
Imagens: Pedro Revillion

Começou nesta terça-feira (23/10), no Anfiteatro Padre Werner, o II Fórum Brasil-Coreia. A abertura contou com a presença de autoridades e alunos, que assistiram ao painel “Políticas Públicas na Indústria de Semicondutores”. Entre os painelistas estavam o coordenador geral de microeletrônica do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Henrique de Oliveira Miguel; Ricardo Martins, da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI); Cristiano Richter, diretor de desenvolvimento e expansão da Unisinos; o reitor, padre Marcelo Fernandes de Aquino; e Kyung Ho Lee, que falou direto da Coreia do Sul.




Lee falou sobre o sistema coreano na área de tecnologia STP e apresentou os objetivos do país para o período que segue até 2015. “Nosso objetivo é chegar ao topo do mundo nesse ano em inovação. Isso será possível se tivermos um plano global de negócios feito em cooperação”, apontou.

Em seguida, Miguel apresentou, em parceria com Martins, da ABDI, os resultados da política nacional de semicondutores e displays, que integram o plano Brasil Maior, algumas ações que já estão em andamento para a atração de investimentos e apoio ao setor e a busca de investimentos no exterior. “Queremos estabelecer novas metas, novos objetivos e novas medidas. A intenção é reforçar a ampliação das atividades de pesquisa e desenvolvimento, da formação de recursos humanos em áreas que hoje não temos ainda a mão de obra especializada e a identificação de novas oportunidades no setor produtivo”, disse. Martins completou: “O Brasil tem duas estratégias: incentivar o desenvolvimento local de empresas, possibilitar o intercâmbio de alunos para gerar capacidade intelectual e desenvolver novas estratégias; e a segunda é atrair grandes players internacionais e criar um ecossistema que possa reduzir o déficit que temos na cadeia de semicondutores no país.




Para o coordenador do MCTI, o Rio Grande do Sul é um dos estados mais ativos do país no setor de semicondutores, indústria que ele considera complexa e que demora a ser implantada. “O RS tem uma posição de destaque, pelas ações na capacitação tecnológica, nas atividades de P&D (pesquisa e desenvolvimento), na formação de recursos humanos, na cooperação com instituições de ensino e pesquisa daqui e de fora e, mais recentemente, na atração de investimentos. Acredito que vamos ter resultados muito importantes, fortalecendo todos os parques industriais.

Universidade global
No caminho que a Unisinos está trilhando rumo à internacionalização, o II Fórum Brasil-Coreia é um passo muito importante para a concretização do objetivo. Segundo o reitor, padre Marcelo Fernandes de Aquino, a universidade deseja ser uma instituição global de pesquisa. “Queremos construir competências que nos façam poder desempenhar algum papel na sociedade que está se desenhando. Queremos também realizar, de maneira consistente, a inflexão tecnológica”, refletiu.

Coordenador também do primeiro evento, o decano da Escola Politécnica da universidade, Carlos Moraes, apontou que no fórum de 2011 a Unisinos marcou posição na área de semicondutores. “Agora, temos a oportunidade de apresentar e conhecer pesquisas nesse setor e mostrar que o Brasil tem capacidade para desenvolver alta tecnologia”, afirmou.

Avanço

A relação entre Brasil e Coreia do Sul tem um marco importante: a vinda da HT Micron para o Rio Grande do Sul. A fábrica, que está em construção e será inaugurada em maio de 2013, marcou as possibilidades de parcerias entre os dois países. Ricardo Felizzola frisou que a HT Micron mostra que o Brasil é capaz de ser, em alguns anos, referência mundial na área de semicondutores.





Continuação do fórum

As atividades do II Fórum Brasil-Coreia continuam. Nesta quarta (24/10), estão previstos encontros científicos pela manhã. À tarde, com início às 14h, acontece painel técnico sobre “Dispositivos Termoeletrônicos em Filmes Finos para Geração de Energia e Aplicações em Sensores” e, às 15h30, palestras especiais, como “Nanomateriais para Dispositivos Semicondutores”. Já à noite, com início às 19h30, ocorrem dois painéis técnicos, sobre “Novas Tecnologias para Dissipação Térmica” e “Tecnologias para LED e Eletrônicos Flexíveis”.

Quinta-feira (25/10) é o dia de encerramento do evento. Acontecem, pela manhã, os encontros científicos e, das 14h às 18h, serão realizados dois painéis técnicos sobre “Confiabilidade nos Encapsulamentos de Semicondutores” e “Tecnologias Avançadas para o Encapsulamento de Eletrônicos”. Após, às 18h, haverá o lançamento do chip de memória DRAM da HT Micron e da Escola Politécnica Unisinos. O encerramento do fórum é às 20h, com o painel final “Cooperação Científica e Tecnológica entre Brasil e Coreia do Sul: Ciência sem Fronteiras”.

A programação ocorre no campus de São Leopoldo. Mais informações em www.unisinos.br/eventos/brasil-coreia.


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