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25/06/2012 · 14:53
Inventor e Inovador
Gustavo Fischer é o novo diretor da Fundação Padre Urbano Thiesen, responsável pela TV e Rádio Unisinos
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Texto: Greyce Vargas
Imagens: Christiaan van Hattem

Gustavo Fischer é um professor inventivo. Graduado em Publicidade e Propaganda, mestre e doutor em Ciências da Comunicação, Fischer acumula na trajetória funções onde a sua capacidade de inovar foi destaque. Criou e foi o primeiro coordenador do curso de Comunicação Digital e ajudou a elaborar a Escola de Design. Hoje, é professor nesses dois cursos e pesquisador do PPG em Ciências da Comunicação. Na Unidade Acadêmica de Graduação é gerente dos cursos de bacharelado, cargo que não existia até que Gustavo assumisse. A experiência em gestão e na comunicação foi chave para o convite para presidir a Fundação Padre Urbano Thiesen responsável pela administração e operação do Complexo de Teledifusão e Tecnologia Educacional da Unisinos, integrado pela TV e Rádio Unisinos, e pelo Núcleo de Produção Audiovisual e Laboratórios Educacionais.

Na entrevista concedida à redação do JU Online, Fischer analisa o papel da Funpet e fala dos planos nesse novo desafio que passa a assumir.

JU Online - Como você avalia esse momento de transição na Fundação Padre Urbano Thiesen?

Gustavo Fischer –
O movimento da troca da presidência da Funpet está associado a uma movimentação interna da estrutura da rádio e da TV. A partir de agora, o cargo de superintendente deixa de existir. Isso faz com que as gerências de conteúdo, administrativa e de tecnologia passem a ter um protagonismo maior em relação as suas equipes. Isso é coerente com o que a universidade vem fazendo: dar condições para que seus colaboradores possam exercer e ter uma autonomia sobre os processos, mas sempre mantendo alinhamento com a instituição.

Ainda que eu seja o presidente, não vou atuar na operação, pois os gerentes que lá estão já vão fazer isso. Minha experiência como professor na pós-graduação e como gestor na Unidade Acadêmica de Graduação vão me ajudar muito nesse momento. A Unisinos está passando por uma fase muito interessante de transformação, crescimento e internacionalização, em que ela está ocupando os espaços digitais e audiovisuais, muito em razão da plataforma do EAD, mas também em função de outros movimentos.

Eu acredito que posso ajudar a catalisar os diferentes movimentos. O meu papel inicial é entender melhor como hoje funcionam as atividades dos veículos e encontrar alternativas para redimensionar o papel que uma TV e uma Rádio universitária devem ter no século XXI de uma universidade que se expande. Também é um desafio para entender como trabalhar daqui para frente, quando muitas portas importantes, em termos de projetos, estão se abrindo. Alguns já foram muito bem sucedidos, como a parceria com o Sesi e a TV Brasil.



Vamos trabalhar com um pensamento de Unisinos-mídia que tem um papel muito importante não só na formação de alunos de diversos níveis, mas que também pode atuar na pesquisa aplicada e se abrir para a criação de novos produtos de comunicação.  A ideia é ser interpretado como a voz da instituição. A Unisinos tem condições de, através desses canais midiáticos, se expressar e mostrar a força da sua marca.

Estou assumindo, começando a conversar com as equipes. Tenho certeza de que todos têm ideias excelentes para pensar. Há uma série de coisas acontecendo lá dentro que são importantes para a instituição. Agora, vamos percebendo o que precisa ser potencializado, o que pode ser transformado e qual a nossa capacidade de articular os talentos, colocar as pessoas onde elas rendem mais e deixa-las motivadas, pois esse é um ambiente muito rico para a organização.

JU Online – Para você, qual o papel de uma TV e Rádio universitária?

Gustavo Fischer –
Isto vai ao encontro do que é o papel da própria universidade. No Brasil, temos notado que, em razão do crescimento do país e, por consequência, das novas demandas que chegam à instituição, a universidade deixou de ser aquele lugar isolado. Cada vez mais, ela começa a dialogar concretamente com o mercado, com a sociedade e com os governos. A televisão e o rádio passam por aí também. Uma TV e uma rádio universitária não podem ter a ambição de audiência, mas têm a possibilidade de ser entendidos como uma plataforma de disseminação de conhecimento, de abertura para outras organizações que querem filiar seu nome à projetos da universidade. É uma oportunidade extremamente rica, não dá mais para se pensar em meio de comunicação de forma isolada. Precisamos construir um know-how com um conjunto de ideias, processos, metodologias, produtos de comunicação que sirvam de exemplo de como uma universidade pode se pensar como universidade. Quem sabe isso possa ser levado para outras instituições como um diferencial nosso? Quero reunir o pessoal, conversar, propor ideias. Pessoas com vontade de trabalhar junto é o primeiro passo para evoluirmos.

JU Online – Como a TV e a Rádio Unisinos podem oferecer experiência para os alunos?  

Gustavo Fischer –
A área de comunicação tem programa de estágio para os alunos. Isso sempre gera um aprendizado muito intenso e, em seguida, os estudantes acabam se recolocando rapidamente no mercado. Isso faz com que a necessidade de buscar novos estagiários seja intensa. É parte da vocação de uma TV e Rádio universitária ser um berçário de experiências para que, depois, o aluno seja absorvido por estruturas mais amplas. No entanto, acho que também a composição de transmissão e a produção de conteúdo possam ser pensadas não só para o aluno de comunicação, mas sim para todo o público que frequenta a universidade que, cada vez mais, pertence a uma sociedade que se produz audiovisualmente, aprende com programas de rádio, podcasts. Tudo isso é muito próprio dessa geração que estão chegando na universidade para estudar. Os conteúdos devem, cada vez mais, se aproximar de todos os cursos.

JU Online – Como a TV e a Rádio Unisinos vão trabalhar com a comunicação institucional da universidade?

Gustavo Fischer –
Existe o movimento da agência de notícias, que é bastante salutar. Historicamente, os meios não andaram separados, mas precisaram construir sua própria autonomia. Agora é o momento onde os dois lados devem se conhecer e se escutar mais e entender como cada um enxerga a instituição. O ideal é irmos em busca de uma plataforma de Unisinos-Mídia. Esse é o caminho mais produtivo que a universidade pode tomar.  

JU Online – Qual a importância da Funpet para a região do Vale do Rio dos Sinos?

Gustavo Fischer –
A fundação pode ajudar a fazer com o que o novo momento que a região vive possa ser divulgado, compartilhado. O Vale do Sinos está deixando a industrialização e, em função dos polos ligados às instituições de ensino, passando a pensar mais a questão da tecnologia digital e eletrônica. Esse é um movimento que não tem volta. A fundação ajuda mostrar esse momento novo do Vale do Sinos do século XXI e seus desafios na área ambiental, de mobilidade urbana e de reinventar sua identidade. A região passa hoje pela articulação com a pesquisa, com o ensino superior, e pelas parcerias internacionais.

JU Online – Você tem experiência como gestor e professor-pesquisador. Como essa nova função agrega profissionalmente na sua carreira?

Gustavo Fischer –
De certa forma, me recoloca como profissional de comunicação. Sempre me interessei pela comunicação e acabei estudando a questão das mídias. Também me insere num outro lugar, que eu gosto muito, e tem a ver com a minha formação e com minha experiência no curso de Design, na área de criação de projetos e ideias. Isso é o que mais me fascina: tentar trazer inventividade para a Rádio e TV Unisinos. Tudo o que me atraiu na Universidade foram convites em torno de criação e a esse é um convite nesse sentido. Há uma série que coisas que precisam evoluir, crescer, e espero que possam contar com as minhas ideias.


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