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25/10/2012 · 12:18
Noite técnica
Painéis de 24/10 do II Fórum Brasil-Coreia foram sobre tecnologias para dissipação térmica e LED e eletrônicos flexíveis
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Texto: Pablo Furlanetto
Imagens: Vinícius Roratto

A noite de 24/10, do II Fórum Brasil-Coreia, foi bem técnica. Na ocasião, aconteceram no Anfiteatro Padre Werner dois painéis, sobre Novas Tecnologias para Dissipação Térmica e Tecnologias para LED e Eletrônicos Flexíveis. No primeiro, os palestrantes foram o professor coreano Seok-Hwan Moon, do Instituto de Pesquisas em Eletrônica e Telecomunicações (ETRI), e Marcia Barbosa Henriques Mantelli, coordenadora do Laboratório de Tubos de Calor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).



O primeiro a falar foi Seok-Hwan que, entres outros assuntos, abordou micro tubos de calor, tecnologias de refrigeração de placas planas finas e tecnologia LED em embalagens térmicas. “Precisamos da uniformidade da temperatura no aquecedor”, disse Moon.

Na continuidade, a professora Marcia explicou a linha de pesquisa que está desenvolvendo com um grupo de 30 pessoas na UFSC. “As tecnologias que usamos são os tubos de calor. Existem novos desenvolvimentos na área, novos meios porosos e bombas capilares, que estão sendo desenvolvidas e aplicadas, para podermos dar conta desse aumento de potência que os componentes eletrônicos estão sofrendo cada vez mais”, disse.  

Segundo Mantelli, no Brasil são apenas fabricados protótipos no laboratório. “Tudo que testamos é produzido.” Mas, na indústria nacional, não existe ainda a fabricação de tubos de calor para colocação em componentes eletrônicos, porque o país está incubando as primeiras empresas. “É uma tecnologia nova, que nasceu das necessidades de controle térmico de eletrônicos dentro de laptops. O pessoal da Ásia é muito forte nisso e atendem o mercado. Algumas indústrias começam a trabalhar com isso e o Brasil está entrando nessa também.”



De acordo com a docente, a tecnologia é versátil. Aqui, ela é utilizada para eletrônicos e indústria em geral também. “Hoje no mercado já temos tubos de calor dentro de fornos de padaria, em refinarias e para secar ervas para o chá”, finalizou a pesquisadora.

Sobre tecnologias para LED e eletrônicos flexíveis
Na segunda parte dos painéis, os professores coreanos Kwang-Sung Choi, do Instituto de Pesquisas em Eletrônica e Telecomunicações (ETRI), e Jung Yeol Choi, da Hongik University, dividiram a apresentação com o docente brasileiro Henri Boudinov, do Laboratório de Microeletrônica do Instituto de Física da UFRGS. Na pauta o tema tecnologias para LED e eletrônicos flexíveis.



Em sua apresentação, Boudinov falou sobre a eletrônica orgânica. Ele explicou que o LED inicialmente era feito de semicondutor inorgânico. “Hoje, por causa dos displays, temos tecnologias de LED orgânico, que é flexível. Esse tipo de material pode ser depositado em cima de um plástico flexível. A tecnologia no Brasil ainda é sobre vidros.”

O pesquisador da UFRGS explicou que o orgânico também é mais barato e gasta menos energia. “Os chips não são fabricados com ele porque ainda não temos a tecnologia, que está em desenvolvimento”, finalizou Henri.


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