Como parte relevante do conjunto de agentes sociais responsáveis pelo desenvolvimento nacional, a universidade, constantemente convocada a atuar de acordo com os novos tempos e às suas transformações, deve questionar-se: "Como fazer de modo diferente o que já estamos fazendo?" Sobre o tema, foi publicado, em junho, um artigo intitulado Inovação e solidariedade na gestão universitária, de padre Pedro Gilberto Gomes, pró-reitor acadêmico da Unisinos, na revista Informativa Educacional da Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (ANEC).
Herdeiras de culturas tradicionais, as organizações clássicas encontram desafios no cenário contemporâneo de globalização que obrigam os agentes produtivos a responderem rapidamente às mudanças. Segundo Gomes, a universidade está por vezes tão acostumada com a rotina e a visão interna de seus processos que tem dificuldades de lidar com o diferente e, ao manter essa postura, corre o risco de esvaziar-se, morrer, ou de repetir esquemas que não mais respondam aos imperativos do momento: “É possível dizer que uma organização de ensino possui capacidade para conviver, no máximo, com 10% das iniciativas de transformação e revolução que lhe sejam aportadas. Tudo o que passar daí questiona o sistema, a estrutura, a burocracia e o bom andamento dos trabalhos, e torna-se passível de rejeição. Entretanto, é imprescindível que esse máximo de 10% seja respeitado, acolhido e dinamizado”, conclui.
Gomes destaca ainda a importância de atuar conjuntamente no sentido de se atingir uma meta global: “O exercício da solidariedade traz consigo o desenvolvimento de atitudes de suporte, por um lado, e de se deixar ajudar, por outro”, afirma. Como em uma universidade o segmento principal é o corpo discente, o crescimento da instituição depende de uma excelente rotina em todas as fases trajetórias do aluno e de uma postura de inovação e criatividade.
Mais informações sobre a ANEC podem ser conferidas aqui.