.Universidade

26/10/2012 · 10:53
Encerrando com chave de ouro
Último dia do II Fórum Brasil-Coreia foi marcado por lançamentos importantes e a consolidação da parceria entre os dois países
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Texto: Pablo Furlanetto
Imagens: Vinícius Roratto

Foi com a participação dos alunos gaúchos que estão em Seul, via videoconferência, que aconteceu o encerramento do II Fórum Brasil-Coreia. Com o Anfiteatro Padre Werner mais uma vez lotado, professores, alunos e autoridades assistiram ao painel Cooperação Científica e Tecnológica entre Brasil e Coreia do Sul: Ciência sem Fronteiras. Na apresentação estavam Luis Filipe de Miranda Grochocki, coordenador geral de programas da Capes; Lisandra Helena Barros Santos, representante do CNPq e analista em ciência e tecnologia; Chil-gee Lee, professor da Sungkyunkwan University (SKKU); e Marcelo Lopes, presidente do Badesul, que foi o moderador.


 
A importância da relação entre brasileiros e sul-coreanos, que se fortifica cada vez mais com programas como o Ciência sem Fronteiras, foi destacada pelos palestrantes. Na opinião de Luis Felipe, da Capes, o contato entre diferentes culturas é muito importante. “A partir da relação da academia, dos professores e pesquisadores, é que começamos a abrir portas para os nossos estudantes seguirem para a Coreia e para os estudantes de lá virem para cá”, disse. Miranda complementa que os ganhos dessa interação são muitos, principalmente para o aluno, que leva a experiência para a vida profissional. “A Coreia tem algo muito interessante, que é um diferencial no programa. As universidades de lá vinculam muito as atividades de sala de aula com a indústria, com ótimas oportunidades de estágio.”

Para Marcelo Lopes, do Badesul, o Rio Grande do Sul está tirando muito proveito da relação com o país asiático. Na opinião dele, o lançamento do chip de memória DRAM da HT Micron é mais um símbolo importante dessa parceria. “A Unisinos é a grande empreendedora desse projeto. O fato de a universidade ter o maior número de alunos na Coreia do Sul pelo Ciência sem Fronteiras também é outro marco extremamente importante”, destacou.



Com a relação entre Brasil e Ásia, Lopes acredita que o estado vai ter novos investimentos, culminando com o desenvolvimento tecnológico e crescimento do conhecimento local, beneficiando a economia. “Também vai acontecer a troca de cultura, de relações humanas, extremamente importantes nesse processo.” O presidente do Badesul acha que o Rio Grande do Sul tem chances de se tornar um Vale do Silício brasileiro. “Se dentro da Califórnia eles conseguiram fazer isso, nós temos que perseguir. É um longo caminho, porém como a Universidade de Stanford teve um papel importante nisso, esse caminho que a Unisinos está seguindo pode ser o irradiador desse processo. O Vale do Sinos vai ser o mais importante de semicondutores no Brasil.”

EVENTO DE IMPACTO PARA A SOCIEDADE
O II Fórum Brasil Coreia foi um sucesso. Além das apresentações e discussões sobre pesquisas, tecnologias e inovações em universidades e indústrias brasileiras e sul-coreanas, ocorreram também dois lançamentos importantes: o chip de memória DRAM da joint venture HT Micron, que passa a ser a única empresa brasileira a produzir essa tecnologia; e a Escola Politécnica Unisinos, que tem como objetivo ser reconhecida como local de excelência no desenvolvimento de produtos e serviços tecnológicos inovadores.



Para o reitor da Unisinos, padre Marcelo Fernandes de Aquino, o fórum representa a consolidação da orientação estratégica da universidade de ser referência na inovação tecnológica. “Estamos fazendo um esforço fortíssimo e creio que vamos chegar lá.” Outro aspecto levantado por Aquino é a colaboração que a instituição está realizando junto ao poder público, tanto no nível federal como estadual e municipal, e a colaboração com as empresas. “Isso é muito novo no Brasil. Mas o que está se consolidando mais é a relação com os nossos parceiros coreanos, cada vez mais bonita”, ressaltou.

Na opinião de Cristiano Richter, diretor de desenvolvimento e expansão da Unisinos, o fórum consolidou o conceito de internacionalização. “Através dessa sinergia que nós temos com universidades da Coreia, dos EUA e de outros países nesse projeto de elevar a régua da educação e da pesquisa aplicada, começamos a criar um eixo de inteligência em torno da nossa região. Isso começa a fazer sentido no momento que a gente começa a aglomerar empresas e iniciativas privadas à academia e, com iniciativas do governo, através das políticas industriais aqui elencadas, isso passa a fazer sentido. Desejamos ser um lugar que possa ser competitivo globalmente”, enfatizou.


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