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26/10/2012 · 14:40
Passos para o futuro
Memória DRAM, da HT Micron, e nova Escola Politécnica Unisinos deram brilho ao fim do fórum
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Texto: Greyce Vargas e Pablo Furlanetto
Imagens: Vinícius Roratto

Antes do encerramento do II Fórum Brasil-Coreia em 25/10, o momento foi de lançamentos, ambos passos importantes da Unisinos na busca da internacionalização e inflexão tecnológica. Foi por volta das 18h que a joint venture HT Micron apresentou seu chip de memória DRAM. No embalo, às 18h30 foi a vez de a universidade anunciar a Escola Politécnica.

COM MEMÓRIA DRAM
Há um ano, quando a primeira edição do Fórum Brasil-Coreia aconteceu, Chang Ho Choi, presidente da Hana Micron, esteve na Unisinos para celebrar o início da produção da HT Micron e inaugurar o basecamp da empresa no Tecnosinos. Foi a criação da HT que aproximou o Brasil da Coreia do Sul e possibilitou que eventos como o fórum pudessem ter tal repercussão. Em um ano, a empresa já marca forte presença na cadeia de semicondutores brasileira e mostra que o país tem capacidade no setor da alta tecnologia.



O II Fórum foi o momento ideal para a empresa iniciar o setup da linha de produção de um segundo produto: o chip de memória DRAM. A joint venture passa a ser a única empresa brasileira a produzir essa tecnologia - além da HT, apenas uma multinacional localizada em São Paulo fabrica essa memória. "O trabalho para nos tornarmos competitivos mundialmente é longo, mas a massa crítica que temos e estamos formando no Brasil começa a se tornar atrativa. Foram 30 anos de trabalho pesado para chegar nesse momento. A parceria com a universidade aponta a capacidade de sermos fortes na economia do conhecimento e que o RS está dando uma virada inesquecível nesse segmento. O estado pode ser um exemplo como a Califórnia", disse Ronaldo Aloise Jr, vice-presidente da HT Micron.

NOVA ETAPA NO ENSINO
A Escola Politécnica Unisinos tem por objetivo ser reconhecida como local de excelência no desenvolvimento de produtos e serviços tecnológicos inovadores. Ela compreende 30 cursos de graduação, divididos em bacharelado, licenciatura e tecnológica, nas áreas de Engenharia, Arquitetura, Tecnologia da Informação, Geologia, Ciências Biológicas, Gestão Ambiental, Matemática e Física; seis programas de pós-graduação estrito senso em Engenharia de Produção e Sistemas, Engenharia Mecânica, Engenharia Civil, Geologia, Computação Aplicada e Biologia; e cerca de 25 formações de curta duração, MBAs e especializações. Isso totaliza mais de 9 mil alunos.



No lançamento, o pró-reitor Acadêmico, Pedro Gilberto Gomes, disse que a escola é o fruto do planejamento estratégico da Unisinos, que busca dar conta do desempenho da instituição. “É uma estrutura de produção do conhecimento.” Complementando a ideia, o reitor, padre Marcelo Fernandes de Aquino, falou que o momento é uma nova etapa na vida da universidade: “A gente está percorrendo outras trilhas”.

O decano da Escola Politécnica é o professor Carlos Moraes. Para ele, o propósito é integrar as diferentes áreas de conhecimento para que elas atendam, com mais sinergia, as necessidades que o mercado e a sociedade necessitam. “Estamos sendo demandados para a solução de problemas que não dependem somente de um tipo de formação, e sim da integração de vários cursos, como a cadeia de semicondutores. Não vamos consolidar essa área no Brasil se investirmos somente na engenharia elétrica. Devemos investir também em engenharia eletrônica, na engenharia de materiais, na engenharia química, porque dependemos das várias informações”, comentou.

Além da Escola Politécnica, a Unisinos vai lançar, em breve, mais quatro escolas: de Gestão e Negócios; de Direito; de Comunicação, Design e Indústria Criativa; e de Saúde.


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