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30/01/2009 · 11:35
Soluções alternativas para problemas sociais
Coordenador do PPG em Ciências Sociais da Unisinos, Luiz Inácio Gaiger, é um dos organizadores de livro cujo lançamento acontece no Fórum Social Mundial
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Texto: Cristiane Abreu


De 27/1 a 1º/2, a cidade de Belém, no Pará, abrigou a 9ª edição do Fórum Social Mundial, para o qual eram esperados cerca de 120 mil participantes. A importância da região Pan-amazônica, onde Belém está localizada, a necessidade de chamar a atenção da população mundial para a urgência dos problemas regionais e a comemoração do Dia da Pan-amazônia, em 28/1, justificam a escolha do local para sediar o evento, que já teve quatro edições realizadas em Porto Alegre, uma no Quênia e duas descentralizadas, com ações realizadas em diversos países. 

Organizado por um Conselho Internacional composto por 129 nações, o Fórum representa uma excelente oportunidade para a troca de experiências e a formulação de ações alternativas no combate aos problemas sociais. Temas como trabalho escravo, mudanças climáticas e desmatamento deverão tomar conta dos painéis de debate, manifestações culturais, oficinas e seminários.

Pauta central dos debates no Fórum de Davos, na Suíça, a crise financeira também é discutida em Belém. Na quinta-feira (29/1), o presidente Lula reuniu-se com quatro presidentes de países vizinhos (Bolívia, Equador, Paraguai e Venezuela) para avaliar seus impactos na América Latina. No mesmo dia houve o lançamento do Dicionário Internacional da outra Economia, organizado pelo coordenador do curso de Ciências Sociais da Unisinos, Luiz Inácio Gaiger, em conjunto com Antonio Cattani, professor de Sociologia da UFRGS, Pedro Hespanha, doutor em Sociologia pela Universidade de Coimbra, e Jean-Louis Laville, sociólgo e economista francês.

A obra, que reúne textos de mais de 52 autores de diversos países, conta com 58 verbetes relacionados às temáticas de alternativa econômica. No Dicionário, analisam-se temas tão diversos quanto os fundamentos e as modalidades da outra economia ou os marcos históricos do pensamento alternativo, a par de outros mais específicos relacionados com as empresas recuperadas, as redes de colaboração solidária, as finanças solidárias, a responsabilidade social ou o comercio justo. A obra terá lançamento nacional a partir de março, começando por Porto Alegre.


Comentários

Romeu Forneck | 30/01/2009 | 21:55

O nosso colega Gaiger, que nos brinda com o respeito que a comunidade científica internacional lhe confere, tem toda a razão quando defende o termo a "outra economia" em vez de um novo "modo de produção". Também Elmar Altvater é cauteloso sobre esse tema em seu livro Das Ende des Kapitalismus Wie Wier Ihn Kennen?


A pergunta sobre se queremos nos desenvolver, ou não, não há. E o caminho do desenvolvimento é conhecido. Mas, o que há é uma mudança no curso da consciência sobre os efeitos marginais da nossa ação sobre a nossa natureza, ou sobre a natureza de que somos parte.

Concordo com o Gaiger e o parabenizo por mais esse acréscimo a sua respeitável produção.

Romeu Forneck

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