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30/04/2008 · 09:34
Chuva de meteoros: o grande espetáculo do céu em maio
O físico e astrônomo Luiz Augusto L. da Silva, da Unisinos, alerta para pico máximo na madrugada de 4/5 (de sábado para domingo)
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Texto: Lia Luz


O físico e astrônomo Luiz Augusto L. da Silva alerta que as madrugadas de maio serão iluminadas por um número elevado de meteoros, também conhecidos como \"estrelas cadentes\". Todos os anos, nesta época, a Terra corta a parte pós-periélica da órbita do célebre cometa Halley, que se aproxima do Sol a cada 76 anos. A trajetória do Halley é infestada de partículas de poeira e gelo provenientes da desagregação do núcleo do cometa, que então penetram na atmosfera terrestre, destruindo-se como rastros efêmeros de luz a mais ou menos 100 quilômetros de altitude.

Os meteoros deste mês chamam-se \"Eta Aquáridas\", porque a impressão é de que eles provêm de um ponto do céu (dito radiante) junto à estrela de terceira magnitude Eta Aquarii, situada na constelação de Aquário (Aquarius). Para observar essa chuva de luz, que atingirá seu pico na madrugada de 4/5 (noite de sábado para domingo), não é necessário nenhum equipamento especial, mas deve-se procurar um céu escuro, de preferência numa zona rural, livre de luzes parasitas e obstáculos.

Neste ano, a observação do máximo principal desta que é a melhor chuva de meteoros anual para os habitantes do hemisfério sul será favorecida, uma vez que não existirá interferência do brilho da Lua, que normalmente ofusca e reduz o número de meteoros visíveis. Apesar de algumas aparições recentes da chuva não terem sofrido muita interferência lunar, como por exemplo em 2005 e em 2003, a última vez em que a Lua Nova coincidiu com o máximo das Eta Aquáridas foi em 1989.

O centro do campo de visão deve ser orientado para a direção nordeste, cerca de 45 graus acima da linha do horizonte, a partir das 3h da madrugada. O acompanhamento pode ser feito até o início do clarear do dia. \"Para maior conforto, recomenda-se empregar uma cadeira reclinável de praia e um cobertor para se proteger do frio\", acrescenta o professor.


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