Enquanto os palestrantes Timothy Lenoir, do Programa de História e Filosofia da Ciência da Duke University (EUA), e Luiz Alberto Oliveira, do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPJ), do Rio de Janeiro, realizam estudos sobre a aplicação da Nanotecnologia, o filósofo italiano Luigi Perissinotto, da Università Cá Foscari de Veneza, trouxe muitos questionamentos, na tarde de quinta-feira (29/5).
Inicialmente com o título A pessoa humana na idade da técnica, Perissinotto explicou que analisou melhor e resolveu renomear sua apresentação para Cinco atitudes filosóficas sobre a técnica, muitas perguntas, poucas respostas. “Encontrei cinco posturas a cerca da técnica que são a negação, exaltação, sub-avaliação, ontologização e estranheza”, disse ele. Esses itens apresentados indicam a reação que cada ser pode ter frente à tecnologia, no caso, a nanotecnologia.
A filosofia, como disse Perissinotto, não traz tantas respostas. E isso realmente foi possível de constatar na exposição feita por ele, que mostrou a importância e a complexidade do pensar a respeito da técnica, das aplicações da nanotecnologia nos seres humanos ou em objetos. “A filosofia é globalizada, mas se difere de país para país. A pergunta ser ou não ser se modifica”, diz ele.
A última atividade do Simpósio Internacional Uma Sociedade Pós-Humana? Possibilidades e limites das nanotecnologias, aguçou os sentidos para que novas discussões e indagações surjam trazendo muitas descobertas. Porque de acordo com Luigi Perissinotto procuramos sempre uma resposta no lugar errado.
Ontologia é a parte da filosofia que trata do ser enquanto ser. Do ser concebido como tendo uma natureza comum que é inerente a todos e a cada um dos seres.
Fonte: Dicionário Aurélio