Desenvolvimento, Sustentabilidade e Balanço Social. Com este tema o diretor da Unidade Acadêmica de Educação Continuada, João Zani, falou a representantes de entidades empresarias na reunião-almoço Prato Principal, promovida pela Associação Comercial, Industrial e de Serviços (ACI) de Novo Hamburgo. O evento, que ainda promoveu o lançamento do Balanço Social da ACI e apresentou os finalistas do Prêmio Destaque Empresarial, foi aberto pelo presidente em exercício Julio Cesar Camerini, que ressaltou a publicação reflete o espírito de interação da casa com a sociedade.
Para iniciar os trabalhos, Zani comentou o desafio em trabalhar de forma sustentável em um período de adversidade. “É um dilema nas organizações. Os empresários vivem pisando no fio da navalha.” Ele ainda afirma que, no passado, o tema em voga era qualidade e hoje, inovação, mas não pelo simples fato de trabalhar novas ideias: representa aliar solução técnica e sustentabilidade.
O diretor lembrou previsões catastróficas que surgiram a cada década como bugs, altas nos preços dos barris de petróleo e acidentes ambientais. “Surgem, então, propostas de preservação ambiental. O protocolo de Kyoto é a mais significativa, porém não está totalmente implementada. As nações ainda não estão dispostas a absorver o novo modo de vida e adotar a preservação dos recursos renováveis e a redução de resíduos como hábito. Reforço um pensamento meu e da universidade: é apenas através da educação que se transforma a sociedade.”
Ainda falando sobre impactos ambientais, foi apresentado um estudo do United Nations Environment Programme (Unep) que revela que, para viver bem, no ano 1.900, a população da Terra precisava dos recursos de um planeta. “Se seguirmos nesse ritmo, em 2.100 precisaremos de quatro. Teremos nós estradas para suportar tantos automóveis? Hoje em dia eles nascem mais do que pessoas. As pessoas nascem na aritmética, carros na exponencial”, ressaltou ele, arrancando risadas da platéia.
Destacando a crise econômica que o mundo vem enfrentando nos últimos meses, Zani apontou o excesso de confiança e a destruição do valor como responsáveis pelo impacto interno. “Recentemente a universidade lançou o Instituto de Pesquisa de Mercado (IPM), que elaborou uma pesquisa sobre a confiança das principais lideranças empresariais do Rio Grande do Sul. Por ali se detectou que os índices de confiança são maiores na Região Metropolitana. No Vale do Sinos e na Serra eles são menores em função da queda das exportações e por sua alta competitividade.”
Quanto ao tema foi balanço social, o diretor denominou o produto como demonstração de cuidado com as questões sociais e não apenas um demonstrativo contábil. Ainda falou um pouco do planejamento estratégico da Asociación de Universidades Confiadas a la Compañía de Jesús en América Latina (Ausjal), além de responsabilidade social universitária.
Sobre o futuro, apontou a importância das pessoas pensarem de forma coletiva, e não individual. “Observo muita proximidade entre os Balanços Sociais da ACI e da Unisinos, que será lançado nesta sexta-feira durante a cerimônia de 40 anos da universidade. Eles trabalham a filosofia de sustentabilidade e demonstram preocupação com o futuro.”