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30/07/2013 · 10:51
Destino Salamanca
Primeira parte da série de matérias que contará meus 23 dias vivendo na cidade espanhola
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Texto: Marina M. Corte
Imagens: Arquivo pessoal

Clima, culinária, arquitetura e idioma diferentes pareciam só aumentar os mais de nove mil quilômetros que separam Salamanca de Porto Alegre. A sensação de viver por três semanas na Espanha era a de estar em um – lindo – universo paralelo. 
A ida
 
Partimos do Aeroporto Internacional Salgado Filho em uma manhã fria. Mais precisamente, a manhã do dia 27 de junho – uma quinta-feira. Éramos quatro alunos da Unisinos: eu, do Jornalismo; a Graziella Saft, da Gestão Ambiental; o Pablo Aguiar, da Comunicação Digital; e o Matheus Terra, do Direito. Familiares e namorados nos acompanhavam, e a imprensa da Unisinos registrava a despedida. Atravessei a porta que levava aos portões de embarque cheia de saudade prévia, mas com muita vontade de aproveitar esta incrível oportunidade que nos havia sido dada pelo programa Top España, do Banco Santander.
 
Um voo de 1h30 nos levou ao aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. De lá, nos dirigimos ao evento de abertura do programa. Ganhamos um kit com mochila, camiseta, caderno... E nos reunimos para um brunch. O grupo de participantes era grande: quase 80 jovens de diversos estados do Brasil, incluindo 30 aspirantes das forças armadas brasileiras. Após o evento, nos dirigimos novamente ao aeroporto, onde pegamos o voo para Madri. Foram 12 horas, que pareceram ainda mais longas somadas às minhas expectativas.
 
Cheguei ao aeroporto da capital espanhola sentindo um misto de cansaço e ansiedade.  Após buscar as malas, fomos de ônibus até o hotel no qual nos hospedaríamos. Realizamos uma visita à Cidade Financeira do Santander e o restante do final de semana foi livre. Então, aproveitamos a noite de sexta-feira para conhecer a vida noturna local.
 
No sábado, os demais colegas da Unisinos e eu passeamos por Madrid em um ônibus de turismo, aproveitando para bajar nos pontos turísticos e, claro, fazer umas comprinhas no centro da cidade. À noite, conheci o que dizem ser a melhor casa noturna da capital espanhola – com certeza a melhor da minha vida – a Teatro Kapital: sete andares dos mais variados estilos musicais. Voltei para o hotel ao nascer do sol.

 

No domingo pela manhã, realizamos o check out e pegamos o ônibus para Salamanca, nosso destino final. Ao chegar ao campus da universidade, nos hospedamos no Colegio Mayor de Oviedo (os professores ficaram em outra residência), em quartos duplos. Os dormitórios tinham banheiro com chuveiro, mas um ventilador fez falta – a temperatura chegava fácil aos 38 graus. No colégio, havia uma sala de estudos com ar-condicionado, uma lavanderia, uma sala de musculação e outra de jogos. Havia também quadras de basquete, futsal e tênis, além de muitos quilômetros de ciclovias (podiam ser vistas por toda a cidade). Detalhe legal: o aluguel de uma bicicleta, por um ano, saía por míseros 25 euros.
 
A Arquitetura
 
Palácios, conventos, catedrais... Quase tudo, pelo menos no centro histórico de Salamanca, foi construído de arenito, uma pedra entre o amarelo e o bege. As construções vão do estilo gótico ao barroco. Às vezes, uma soma do renascentista e barroco, porque, como se levava muito tempo (às vezes séculos!) para construir um grande edifício, começava-se com um e terminava-se com outro, resultando em construções com bases simples e topos muito enfeitados.
 
Duas coisas na cidade me chamaram a atenção quanto à arquitetura: a catedral nova, de estilo gótico (grande, alta e clara); e a praça maior – considerada uma das mais bonitas da Espanha – de estilo barroco.



O próximo texto conta como foi o curso de espanhol e algumas curiosidades sobre a cidade de Salamanca. Acesse aqui.


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